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Os US$ 14,699 bilhões foram o maior volume no período da série histórica do Banco Central, iniciada em 2008
23 de dezembro de 2024, às 09:57
Por Cícero Cotrim e Célia Froufe
A saída de dólares do Brasil entre os dias 2 e 19 de dezembro, de US$ 14,699 bilhões, é a maior para o período na série histórica do Banco Central, iniciada em 2008. Considerando exatamente os primeiros 19 dias do mês, a maior saída até agora, de US$ 12,651 bilhões, havia sido registrada em dezembro de 2019.
Os primeiros 19 dias de dezembro de 2024 também têm a segunda maior saída de dólares pelo canal financeiro na série histórica para o período. Ao todo, deixaram o País US$ 14,903 bilhões por essa via. O recorde, nesse caso, é do mesmo período de 2019, quando a saída alcançou US$ 16,769 bilhões, na mesma base de comparação.
Na última quinta-feira, 19, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, disse que a saída de dólares do País está ocorrendo em ritmo superior ao da média dos últimos anos. O fluxo financeiro foi destacado, inclusive de pessoa física, além dos pagamentos de dividendos acima da média.
“O fluxo de dólares está bastante negativo”, disse o banqueiro central, que atribuiu a esse fluxo negativo parte das intervenções feitas pelo BC no câmbio. Desde o dia 12, a autoridade monetária já realizou sete leilões à vista de dólares, injetando o total de US$ 16,760 bilhões no mercado.
Campos Neto e o diretor de política monetária e futuro presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmaram durante entrevista coletiva do Relatório Trimestral de Inflação (RTI) que a instituição seguirá atenta ao mercado para prover liquidez. Galípolo brincou, no entanto, dizendo que não haveria “guidance” para a atuação do BC no câmbio, como já indicou para os próximos passos dos juros. Galípolo atua hoje como presidente interino da instituição já que Campos Neto está em recesso até o fim de seu mandato, em 31 de dezembro.
Considerando os meses fechados de dezembro, a saída de US$ 14,699 bilhões em fluxo cambial total contabilizada até o último dia 19 já seria a segunda maior da história, atrás apenas de 2019 (US$ 17,612 bilhões). O BC esperava que a maior parte do fluxo negativo fosse contabilizada até a última sexta-feira, 20, mas é possível que novas saídas sejam registradas nos próximos dias.
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