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Governo vai chamar clubes de futebol para falar de bets

Dos 20 times da elite do futebol brasileiro, apenas seis não estampam bets na camisa. Clubes foram 'pegos de surpresa'

28 de setembro de 2026, às 07:08

FLAMENGO X BAHIA - CAMPEONATO BRASILEIRO - MARACANÃ - 19-04-20262168 - Pedro e Arrascaeta - Foto:Adriano Fontes/Flamengo

Eliane Sobral

O governo federal deve reunir dirigentes de clubes de futebol da chamada Série A – a elite que disputa da primeira divisão do campeonato Brasileiro. Em princípio, a reunião será nesta semana, mas, segundo o executivo de um grande clube de São Paulo, o dia não está marcado por conta da reta final da campanha eleitoral. Na pauta estará a decisão de acabar com a operação das casas de apostas online no Brasil, as chamadas bets. Dos 20 clubes que disputam a Série A, apenas seis não estampam alguma casa de aposta na camisa.

De acordo com o executivo ouvido pela Broadcast, a decisão de encerrar a operação das bets no Brasil pegou times e operadoras de surpresas. “Estávamos acompanhando os discursos sobre o fim das bets, mas ninguém no setor imaginou que seria feito por meio de decreto e sem ouvir nenhuma das partes envolvidas”, disse.

Fartura

A presença das bets nas camisas do futebol brasileiro inflacionou o mercado de patrocínio esportivo e afastando interessados de outros segmentos. Para se ter uma ideia da ‘inflação das bets’, basta lembrar que a Sportingbet fechou contrato com o Palmeiras por R$ 170 milhões anuais – quando a antiga patrocinadora pagava estimados R$ 80 milhões.

Atualmente, o contrato entre Flamengo, o time de maior torcida do País, e a Betano, está na casa dos R$ 220 milhões por ano – valor que sobe à medida em que o time conquista títulos. A Betano, aliás, também patrocina o Campeonato Brasileiro, o que deve causar impacto também para aos cofres da Confederação Brasileiro de Futebol (CBF).

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