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Votos que eventualmente iriam para Lula estariam migrando para nulo ou indecisos e não necessariamente Flávio Bolsonaro
15 de setembro de 2026
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perdeu apoio no Sudeste, entre eleitores de 25 a 34 anos e no grupo com ensino médio, afirma o CEO da Indexa Pesquisas, Arilton Freres. Segundo ele, esses são os segmentos em que o petista teve mais dificuldade para manter espaço na pesquisa divulgada com exclusividade pela Broadcast nesta terça-feira, 15.
Em entrevista à reportagem, Freres destacou que o Sudeste concentra o maior eleitorado do País e reúne setores de classe média que alternam entre o apoio ao PT e a preferência por seus adversários. “Esse público do Sudeste, em geral, tem um perfil mais pendular”, afirmou.
No segundo turno, Lula passou de 46% em agosto para 43% em setembro, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) oscilou de 41% para 42%. A diferença caiu de cinco para um ponto, configurando empate técnico. Para Freres, o recuo do petista não significa transferência direta de votos ao senador.
“Me parece que há um eleitor saindo do Lula, indo para o indeciso, para o nulo, virando não voto. E não necessariamente indo para o Flávio”, disse.
Na avaliação dele, quem considera não comparecer às urnas ou anular o voto pode definir o segundo turno. Reduzir a rejeição, hoje em 49% para cada candidato, seria determinante para mobilizar esse público.
Freres ponderou que os segmentos em que Lula perdeu apoio não representam necessariamente o perfil de quem decidirá a eleição. Entre os eleitores ainda sujeitos a mudar o voto, ele citou pequenas parcelas de mulheres e da classe média, mas ressaltou a dificuldade de traçar um perfil estatístico preciso.
Já no primeiro turno, Freres vê maior espaço para mudanças entre apoiadores das candidaturas menores. Um movimento de voto útil poderia levar Flávio a terminar à frente de Lula, mas ele considera muito pouco provável que a eleição seja resolvida nessa etapa.
Lula e Flávio têm, cada um, 91% de voto consolidado entre seus eleitores no primeiro turno. Para Freres, a polarização limita mudanças durante a campanha. “A chance de mudança de voto vai ficando cada vez mais difícil, vai ficando cada vez mais estreito o espaço para qualquer mexida”, declarou.
A aprovação de Lula permaneceu em 46%, e a desaprovação, em 50%. Já a parcela que considera que ele não merece outro mandato passou de 51% para 54%. Segundo Freres, parte desse grupo ainda vota no presidente por rejeitar mais o adversário.
“A rejeição ao adversário é mais importante do que o merecimento ou não de um segundo mandato para o Lula”, afirmou.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores por telefone, de 10 a 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, com nível de confiança de 95%. O registro no TSE é BR-03482/2026.
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