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País contará com duas das 10 máquinas mais modernas do planeta. Custo é estimado em R$ 2 bi
18 de agosto de 2026
O Brasil decidiu fazer hedge e comprar dois – e não mais um, como previsto inicialmente – supercomputadores de Inteligência Artificial. Um deve ser dos Estados Unidos e outro da China. A informação foi dada pela ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos. “A ideia é manter o Brasil com um pé em cada canoa”, explicou uma fonte do governo.
A decisão de ter equipamentos das duas maiores potências econômicas do mundo se dá no momento em que o Brasil é acusado pelos Estados Unidos de triangulação econômica com a China e também quando decidiu atuar de forma recíproca na questão do tarifaço do presidente americano Donald Trump.
Com a alteração do Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (Pbia), o País contará com duas das 10 máquinas mais potentes do planeta. A expectativa é a de que os equipamentos custem a partir de R$ 2 bilhões e as regras de licitação devem ser publicadas em breve.
Para além de questões comerciais e geopolíticas, pesou também na decisão de diversificação a suspensão temporária que o governo Trump determinou em junho dos modelos mais avançados de inteligência artificial da empresa americana Anthropic – Fable 5 e Mythos 5 – para cidadãos estrangeiros por riscos de cibersegurança e falhas de proteção. A restrição já foi derrubada. “A intenção é não ficarmos restritos à decisão unilateral de um só país com esses equipamentos, como ocorreu no caso da Anthropic com alguns clientes”, explicou a fonte.
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