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Casas Bahia deve demorar dois anos para retomar crescimento, diz presidente

Executivo falou a pouco em teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre

17 de agosto de 2026

Júlia Pestana

A Casas Bahia não prevê retomar o crescimento nos próximos dois anos, afirmou o presidente da companhia, Renato Franklin, durante teleconferência sobre os resultados do segundo trimestre realizada agora a pouco.

De acordo com o presidente da varejista, Renato Rankin, a empresa pretende utilizar a recuperação judicial para captar linhas de crédito de curto prazo e viabilizar a monetização de ativos. “Precisamos tirar esse peso do passivo estrutural, que vem de muitos anos atrás e que não conseguimos endereçar”, afirmou. Segundo ele, a empresa tentou resolver essas obrigações gradualmente e sem recorrer à recuperação judicial desde 2023.

Franklin disse que a companhia continuará avaliando a venda de ativos não essenciais e formas de monetizar sua infraestrutura logística. A empresa também espera manter maior estabilidade nas vendas do que companhias que passaram por recuperações judiciais no passado.

As lojas e os canais digitais mantidos após o redimensionamento continuam operando. Para o CEO, a escala da Casas Bahia e sua interdependência com fornecedores e credores devem favorecer as negociações durante o processo.

Investimentos

A empresa também reduziu seus investimentos em quase 40% como parte da segunda fase de seu plano de transformação.

O redimensionamento também envolve o fechamento de 298 lojas menos rentáveis, a redução da estrutura corporativa, a eliminação de níveis hierárquicos e a revisão de contratos e despesas. As unidades encerradas tinham, em média, uma participação do crediário nas vendas 7 pontos porcentuais menor, o que prejudicava sua rentabilidade.

A companhia também decidiu reduzir volumes em canais online com margem negativa e acelerar a monetização de ativos não essenciais. “Voltamos para uma postura mais parecida com o início do plano, priorizando geração de caixa e rentabilidade”, afirmou Franklin.

O objetivo é ajustar o tamanho da companhia à sua capacidade de financiamento. Segundo o CEO, a empresa busca chegar a uma operação menor, mais rentável e capaz de sustentar suas próprias necessidades de caixa.

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