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C&A prevê 10 novas lojas em 2027 e vê cenáriode expansões

Plano prevê entre 60 e 80 novas lojas até 2030 e investimentos anuais entre 7% a 8% da receita líquida em lojas, logística e tecnologia

8 de outubro de 2026, às 07:08

Júlia Pestana

A C&A trabalha com a premissa de abrir 10 lojas em 2027, afirma o vice-presidente de Operações e Serviços Financeiros da companhia, Fernando Garcia Brossi, em entrevista à Broadcast durante a quinta edição do evento corporativo Exponential Summit, nesta quarta-feira, 7, em Ibiúna, na interior de São Paulo.

O número ainda será definido no orçamento para o próximo ano e poderá mudar conforme o cenário econômico. “Com bons pontos comerciais e uma boa taxa de retorno, a gente tem capacidade de balanço para fazer os investimentos”, diz

Brossi afirma que a C&A deverá acompanhar com cautela o comportamento da economia no primeiro semestre de 2027, mas poderá acelerar a expansão conforme houver melhora do mercado.

A companhia prevê abrir entre 60 e 80 lojas até 2030. A expansão faz parte do novo ciclo estratégico “Full Power”, que será executado entre 2027 e 2030 e prevê investimentos anuais equivalentes a 7% a 8% da receita líquida em lojas, logística, tecnologia e pessoas.

O executivo disse que o cenário econômico mais difícil também tem criado oportunidades para a companhia. Com a menor capacidade de investimento de alguns concorrentes, pontos em shoppings nos quais a C&A queria entrar há anos começaram a ficar disponíveis.

Precificação

A precificação dinâmica adotada pela C&A nos últimos anos passou a contribuir para a melhora de vendas e margens. O modelo considera o desempenho de cada produto em cada loja, em vez de manter o mesmo preço durante todo o ciclo de vida da peça em todo o País.

Segundo o executivo, a companhia começou a testar a tecnologia entre 2021 e 2022 e passou a capturar os benefícios de forma mais relevante entre o fim de 2023 e 2024. Agora, a lógica está sendo levada também à definição do sortimento.

A ideia é usar inteligência para definir de forma mais precisa a quantidade de cada categoria, modelo e cor nas lojas, de acordo com as diferenças de público e comportamento de consumo pelo País. “O uso de inteligência para segmentar melhor o preço já foi. Agora, nós estamos discutindo [o uso] para segmentar melhor o sortimento”, afirma.

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