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As maiores resistências em direção à Flávio são entre eleitores dfe de Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD)
2 de outubro de 2026, às 07:08
Há pelo menos um mês, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) puseram em movimento a estratégia de buscar votos entre os demais candidatos da direita para tentar garantir sua vitória no primeiro turno. A tática de pregar o voto útil foi ampliada nos últimos dias, mas, na avaliação de integrantes do bolsonarismo, tem esbarrado em resistências. A exceção do caso do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (PSD), que desidratou fortemente nas últimas semanas, os votos dos outros candidatos de direita não têm migrado automaticamente na direção de Flávio. Segundo essa avaliação, parte dos eleitores desse campo tem resistido a abandonar seus candidatos e até mesmo a apoiar o senador num eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se essa percepção não se alterar, os bolsonaristas admitem que será difícil evitar a realização de um segundo turno.
Difíceis – As maiores resistências na atração de voto útil estão, segundo os bolsonaristas, entre os eleitores de Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD). Os do escritor Augusto Cury (Avante) não estariam migrando apenas para Flávio, mas também para o lado de Lula.
Rixa – No caso do Missão, a rivalidade do grupo com o bolsonarismo é antiga e se intensificou ainda mais durante a campanha presidencial.
Fiel – Já o eleitor de Caiado tem sido visto como um voto que rejeita os dois principais candidatos e que também é fiel ao ex-governador de Goiás. Caiado tem concentrado seu maior número de apoio justamente no Centro-Oeste, sua região de origem.
Outro lado – Sem outros candidatos de esquerda relevantes na disputa, os aliados de Lula tem investido numa campanha contra a abstenção e voto nulo no primeiro turno. No caso da abstenção, a principal tarefa é mirar no eleitor acima de 70 anos, que não tem mais a obrigação de votar.
Fôlego – Dirigentes do PT apontam que candidatos do partido a governos no Nordeste ganharão fôlego na reta final do primeiro turno colados na popularidade do presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) na região. O domínio do presidente no Nordeste, apontado pelas pesquisas de intenção de voto, é visto pelo PT como o principal cabo eleitoral para os candidatos do partido.
Cenário – Além do alto potencial de votos da região para a campanha presidencial de Lula, o Nordeste se tornou a única região do País onde o PT administra governos estaduais. Ao todo, o PT governa hoje Bahia (Jerônimo Rodrigues), Ceará (Elmano Freitas), Piauí (Rafael Fonteles) e Rio Grande do Norte (Fátima Bezerra). Os três primeiros buscam a reeleição e Fátima, que já está no segundo mandato consecutivo, tenta emplacar seu ex-secretário da Fazenda, Cadu Xavier (PT), metamorfoseado em “Cadu de Lula” para a campanha.
Difícil – Com exceção de Fonteles, que lidera as pesquisas com vantagem, os outros três candidatos do PT enfrentam disputas acirradas em seus Estados.
Domínio – Nas projeções políticas feitas pelos dirigentes do PL, o partido tem chances elevadas de eleger os três governadores dos Estados do Sul do País. Hoje, integrantes do PL lideram as pesquisas de intenção de voto no Paraná, com o senador Sérgio Moro; em Santa Catarina, com o governador Jorginho Mello; e no Rio Grande do Sul, com o deputado federal Luciano Zucco. Este último na condição de empate técnico com a ex-deputada estadual Juliana Brizola (PDT).
Placar – Numa região onde o bolsonarismo é bastante forte, os dirigentes do PL acreditam que Mello será reeleito já no primeiro turno e que Moro também poderá decidir a disputa sem necessidade de segundo turno. Para Zucco, preveem uma disputa mais acirrada contra Juliana no segundo turno.
Senado – Integrantes da oposição admitem que acompanham a disputa pelas vagas no Senado quase com a mesma atenção do que a eleição presidencial. Os bolsonaristas avaliam que se for concretizada a expectativa do grupo de eleger a maioria de parlamentares para a Casa, no minuto seguinte se inicia a corrida política pelo comando do Senado.
Comando – Os oposicionistas já deixaram claro que desejam controlar a maioria dos votos no Senado para ter força para pedir a abertura de processo de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal. Hoje, não possuem os votos necessários para isso e também veem no presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um obstáculo nesse caminho.
Disputa – Pelo menos quatro nomes já se colocaram nos bastidores como possíveis candidatos para tentar impedir a reeleição de Alcolumbre para o posto: os senadores Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS), que não precisam renovar o mandato esse ano, e os senadores Carlos Viana (PSD-MG) e Esperidião Amin (PP-SC), que ainda dependem da chancela dos eleitores para se manterem no Congresso.
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