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Investigação da PF apura se houve evasão de divisas, corrupção e lavagem de dinheiro que seria para financiar o filme Dark Horse
11 de setembro de 2026
Por Eliane Sobral
As relações entre Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro estão sob a mira da Polícia Federal desde o último mês de julho. Foi quando o ministro do STF, André Mendonça, autorizou as investigações tendo por base suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o dono do Banco Master.
Embora o senador, e candidato à Presidência da República, venha repetindo que não há qualquer irregularidade nos repasses de verba de Vorcaro para a realização do filme Dark Horse – sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro – a Polícia Federal solicitou abertura de inquérito por suposta lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção. Pelo menos R$ 67 milhões teriam sido repassados de um total de R$ 130 milhões solicitados pela família Bolsonaro.
Outro Bolsonaro na mira da justiça é o ex-deputado Eduardo. Segundo as investigações da PF, Eduardo era o responsável pela distribuição e gestão da verba. De acordo com a PF, o dinheiro fornecido pelo Master passava pelo fundo Havengate, sediado no Texas (EUA), e administrado por Paulo Calixto, advogado de Eduardo. Este fundo, teria ficado “inativo” por longo período, até que começou a receber o dinheiro que seria usado para financiar o filme.
Essas são as primeiras informações reveladas pela queda do sigilo das investigações sobre o Banco Master, Daniel Vorcaro e sua ampla rede de corrupção. A queda do sigilo foi determinada na noite desta quinta-feira, 9, pelo presidente do STF, Edson Fachini.
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