Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
Quase 13 anos depois do fim da Kombi no Brasil, a Volkswagen Caminhões e Ônibus entra no segmento de utilitários no País
4 de setembro de 2026
Quase 13 anos depois do fim da Kombi no Brasil, a Volkswagen Caminhões e Ônibus (VWCO) entra no segmento de utilitários no País, desta vez em parceria com a Saic. O presidente da operação na América Latina, Roberto Cortes, disse nesta quinta-feira, 3, que a cooperação com a companhia chinesa começou há dois anos e consiste no desenvolvimento e na nacionalização de uma linha de produtos específicos para o Brasil. Para isso, a VWCO investe R$ 300 milhões, o que inclui a parte fabril.
“Não estamos trazendo produto importado para rodar aqui. A conceituação e desenvolvimento é nosso. A Saic tem a expertise da manufatura. Isso nos deu a agilidade necessária para entrar nesse segmento”, disse Cortes. “O grupo já tem uma parceria (global) com Saic há mais de 40 anos, já temos produtos Volkswagen na Ásia.”
A entrada nesse segmento é avaliada pela montadora há mais de 15 anos, com as negociações para trazer ao mercado brasileiro o Volkswagen Crafter produzido na Alemanha, mas o plano foi abortado pelo custo de colocar esse veículo na rua. Com isso, a montadora começou a avaliar alternativas e viu na parceria com a empresa chinesa a oportunidade para entrar em um mercado que vende cerca de 50 mil unidades por ano no País.
“Desenvolvemos essa linha em dois anos e fizemos mais de 250 modificações ou aperfeiçoamentos de componentes para trazer o veículo para a realidade brasileira”, afirmou o executivo.
Os recursos para o projeto fazem parte do novo ciclo de investimentos que a montadora prepara para a operação e que vai de 2026 a 2030. “Se fôssemos desenvolver do zero esse novo modelo, os aportes seriam mais do que o dobro e gastaríamos, no mínimo, oito anos para isso. Essa parceria foi mais rápida e mais econômica”, disse o vice-presidente de Vendas, Marketing e Pós-Vendas, Ricardo Alouche.
As vendas, no primeiro momento, serão de veículos importados que já estão a caminho do Brasil. O primeiro lote, de cerca de 50 unidades, segundo Alouche, já está em solo brasileiro. “Os modelos chegam oficialmente em novembro, mas as entregas serão realizadas somente no primeiro trimestre do próximo ano. Os primeiros que chegaram são para homologação e testes aqui no País”, afirmou o executivo.
O lançamento, aliás, será em fases e a ideia é colocar no mercado outros modelos da linha, inclusive o elétrico. “Vamos lançar o primeiro na Fenatran (Salão Internacional do Transporte Rodoviário de Carga, em novembro) e a ideia é começar a vender esse veículo no Brasil e, no primeiro semestre do ano que vem, na Argentina”, disse Cortes.
A meta da VWCO é abocanhar uma fatia 20% dos 50 mil veículos vendidos anualmente nos próximos três anos, segundo Alouche. Mas, para isso, a montadora tem que nacionalizar a produção, uma vez que há a trava de 45% do Imposto de Importação, que pode tirar a competitividade do modelo diante dos concorrentes tradicionais, como a Mercedes-Benz Sprinter e o Renault Master.
“Estamos na fase de estruturação do projeto fabril. Conversando com parceiros, Estados e municípios para entender qual a melhor estratégia”, disse Cortes. “Teremos que ter uma linha dedicada a esses produtos, que são diferentes de veículos pesados. Por isso, podemos abrir uma linha na fábrica de Resende ou em outro lugar com parceiros.”
O nome do novo modelo ainda não foi revelado, mas Alouche conta que uma das motivações da companhia para a entrada no segmento foi pedido de clientes. “Depois do fim de fabricação da Kombi, muitos me pediam um utilitário com o emblema da Volkswagen, mesmo tendo soluções em caminhões que atendiam esse cliente. É, de certa forma, o retorno da Kombi.”
Alouche disse que a rede de concessionárias, composta por 150 lojas, vai vender e realizar todo o serviço de pós-venda do veículo. “É um negócio diferente, o cliente chega no sábado e quer sair com o modelo já comprado no mesmo dia. Bem diferente da venda de um caminhão ou ônibus. Por isso, teremos também o apoio financeiro com o nosso banco.”
Veja também