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Em jantar com Faria Lima, Flávio Bolsonaro fala de ajuste fiscal

Coordenadora do programa econômico de Flávio, Daniella Marques, prometeu eficiência nos gastos e ajustar as contas fiscais

28 de agosto de 2026

Altamiro Silva Junior e Lorenna Rodrigues

Em um jantar com banqueiros e empresários na noite de quinta-feira, 27, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) falou de segurança pública e combate à corrupção, além do tema que os presentes mais estavam interessados, o ajuste fiscal, mas sem detalhar medidas que tomaria em seu governo, caso vença as eleições, de acordo com fontes.

No jantar, os temas econômicos ficaram a cargo da coordenadora do programa econômico de Flávio, a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques. Segundo um participante, ela prometeu eficiência nos gastos e falou da preocupação em ajustar as contas fiscais brasileiras, mas sem dar, por exemplo, maiores detalhes de como cortar gastos.

“Foi um jantar de aproximação”, disse um interlocutor, ressaltando que a Faria Lima buscava uma conversa mais próxima com o filho de Jair Bolsonaro. Em um evento do Santander com investidores e empresários na semana passada, que marcou o início da campanha presidencial com a Faria Lima, e que contou com a presença de três presidenciáveis, Flávio não participou e Daniella ficou como sua representante.

Para um dos participantes, Flávio procurou no jantar se mostrar mais moderado, falando de temas como buscar uma relação mais harmoniosa entre os poderes e da necessidade de articulação e acordos políticos.

O filho de Jair Bolsonaro também falou de segurança pública e combate à corrupção, além de mencionar sua intensa oposição ao PT. Ao falar do partido de Luiz Inácio Lula da Silva, que ao mesmo tempo que corria o jantar dava entrevista ao Jornal Nacional, Flávio ressaltou que o governo petista não resolveu os problemas da economia e da sociedade brasileira, ao contrário, aprofundou alguns. Por isso, é preciso mudança.

De acordo com presentes, Flavio reforçou a ideia de que o próximo Congresso deve ter um perfil mais conservador e, por isso, seu governo teria mais força para aprovar projetos necessários para a economia.

Entre os presentes, como relevou a Broadcast, estavam nomes como Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú; Luiz Carlos Trabuco, presidente do Conselho de Administração do Bradesco; Gilson Finkelsztain, CEO do Santander Brasil; Roberto Campos Neto, vice-chairman do Nubank; Christian Egan, CEO da B3; Daniel Goldberg, sócio da Lumina Capital.

Fora do setor financeiro, estavam nomes como Fernando Simões, CEO da Simpar; Richard Gerdau, executivo da Gerdau; José Galló, ex-CEO da Renner; Fábio Carvalho, CEO da Abril; Pedro Parente, sócio-fundador da eB Capital; e João Camargo, presidente do Conselho da Esfera Brasil.

O jantar foi no apartamento do executivo Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, e atualmente sócio da gestora QMS Capital. Em junho de 2022, ele foi uma das poucas vozes da Faria Lima a admitir publicamente o voto em Lula. Foi depois cotado para presidir o Banco Central, em 2024, quando o governo buscava um substituto para Roberto Campos Neto.

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