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8 de outubro de 2026, às 09:10
Por Sergio Caldas
São Paulo, 08/10/2026 – O diretor do Federal Reserve (Fed) Christopher Waller disse que espera novas altas de juros para levar a inflação nos EUA de volta à meta de 2% em um prazo mais curto, mas ressaltou que há flexibilidade sobre quando essas elevações serão feitas.
Segundo o texto divulgado de seu discurso em um evento em Istambul na manhã desta quinta-feira, Waller afirmou que as altas adicionais não precisam ocorrer em reuniões consecutivas, mas “devem ser implementadas em um prazo aceitável”.
As declarações de Waller vêm após comentários de outros dirigentes do Fed – o vice-presidente Philip Jefferson e o presidente do Fed de Nova York, John Williams – que indicaram que o banco central americano pode levar mais tempo antes de decidir por um novo aumento de juros.
Waller disse que, com sinais de fortalecimento da atividade econômica no segundo semestre, não está particularmente preocupado com o risco de uma política monetária mais restritiva provocar uma desaceleração severa. A principal preocupação, segundo ele, é que a recente aceleração da inflação leve consumidores, investidores e empresas a revisarem para cima suas expectativas para os próximos anos.
O dirigente também detalhou por que defendeu uma alta de 25 pontos-base na reunião de setembro. Ele afirmou que a mudança de postura do Fed não se baseou principalmente em um único dado – o relatório do índice de preços ao consumidor (CPI) de agosto -, mas em uma “preponderância de evidências” acumuladas ao longo de vários meses, indicando uma mudança no balanço de riscos, com mercado de trabalho mais forte e pressões inflacionárias persistentes.
“No geral, os novos dados reforçam minha visão de que o mercado de trabalho está estável e a inflação está alta demais”, disse Waller. “Pelo menos no curto prazo, a política estará focada no lado da inflação do nosso mandato.”
Contato: sergio.caldas@estadao.com
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