Vendas do Brasil aos países árabes somaram US$ 13,4 bilhões de janeiro a agosto
28 de setembro de 2026, às 08:07
As exportações do Brasil aos 22 países árabes somaram US$ 13,4 bilhões de janeiro a agosto deste ano, um aumento de 5,75% sobre igual período de 2025, segundo informações da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. A alta foi puxada por alimentos. O avanço ocorreu apesar da queda de 2,78% nas vendas para o Golfo, onde estão as ricas monarquias petrolíferas, em função do bloqueio do Estreito de Ormuz.
Nesse sentido, os embarques para o Norte da África e para a região do Levante responderam pelos ganhos nestes oito meses. A recuperação dos envios para o Golfo em agosto, com alta de 18% sobre o mesmo mês de 2025, conforme informou a Coluna do Broadcast, também ajudou na sustentação dos números.
No Norte da África, o destaque é o Egito, para onde as exportações cresceram impressionantes 34,7% de janeiro a agosto, para mais de US$ 2,5 bilhões. O país lidera a importação de produtos brasileiros entre os árabes este ano.
No Levante, a Jordânia chama a atenção, com um avanço de 55,2% nas compras de mercadorias do Brasil, para US$ 489,76 milhões. A Câmara Árabe avalia que o desempenho é resultado de triangulação de produtos para o Iraque, pois a Jordânia tem o Porto de Ácaba, no Mar Vermelho, ao passo que a nação vizinha sofre com a restrição de acesso por Ormuz.
Na mesma linha, ocorreram aumentos bastante expressivos nas exportações a Omã e ao Iêmen, aí considerando somente itens do agronegócio. De acordo com a Câmara Árabe, isso ocorre em função do sistema “mar-terra-mar”, desenvolvido pelas empresas de logística, que consiste no desembarque de mercadorias fora de Ormuz, no Mar Arábico, seu transporte por caminhão para terminais já dentro do Golfo e posterior distribuição pela região. Vale ressaltar que o Porto de Áden, o principal do Iêmen, está fora da área de controle dos rebeldes houthis.
“Os números mostram que o comércio do Brasil com os países árabes segue resiliente e encontrando novas formas de driblar limitações”, comentou o secretário-geral da Câmara Árabe, Mohamad Mourad.
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