Grupo aposta em evento (com flores, joias e cosméticos) para aproximar mulheres de suas próprias decisões financeiras
2 de outubro de 2026, às 17:01
Não basta fazer um evento voltado a mulheres investidoras. É preciso, primeiro, convencê-las a investir. Essa é a percepção de quem acompanha o Women Invest Summit há alguns anos – e compartilhada pela própria fundadora do grupo e anfitriã do evento, Maria Helena Válio. Segundo ela, apesar de reunir grandes nomes da indústria para painéis e conversas de caráter educativo, ainda existe uma batalha para convencer as mulheres de que dinheiro também é assunto delas.
Por mulheres, aqui, leia-se o recorte do Women Invest: predominantemente mulheres de 45 a 55 anos e com patrimônio elevado. Herança, divórcio, viuvez, saída dos filhos de casa ou contemplação da carreira construída até ali são algumas das situações que fazem com que o tema dinheiro entre na roda, mas ainda assim há resistência (e desinteresse) em um maior envolvimento com as próprias finanças. Por isso, diz Maria Helena, a conversa precisa vir antes e ser constante.
O evento anual lança mão, então, de alguns artifícios. Em toda a sua pompa centenária, o salão do Jockey Club de São Paulo foi decorado com flores e elementos em tons de roxo. Além dos tradicionais estandes de patrocinadores da indústria, espalhavam-se pela varanda, com vista para o hipódromo, expositores de joias, óculos de sol, cosméticos e cerâmicas.
Segundo Maria Helena, a ideia é criar um ambiente atrativo para, aí sim, fisgar as espectadoras. E, neste ano, ela elencou oito motivos pelos quais o público feminino deveria se importar com dinheiro:
Antes de escolher onde colocar o dinheiro, o primeiro investimento ainda parece ser fazê-las olhar para ele.
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