Cerimônias de toque de sino na B3 sempre foi um grande evento. Não desta vez. O que pode ter acontecido?
11 de maio de 2026
Por Altamiro Silva Junior
As cerimônias de toque do sino na B3, que marcam o início dos negócios das ações das empresas na bolsa, já foram bem mais badaladas. Em 2019, a C&A levou modelos e fez até desfile no saguão da bolsa, que virou uma espécie de vitrine de suas lojas, com roupas em exposição e muita decoração.
A companhia aérea Azul, em 2017, transformou o saguão de eventos da B3 em uma espécie de embarque em um de seus aviões. Recepcionistas vestindo o uniforme da empresa davam as boas-vindas para as pessoas que atravessavam uma espécie de túnel de embarque para acompanhar o tradicional toque do sino.
Em 2004, a fabricante de calçados Grendene levou a apresentadora e eterna garota-propaganda da marca, Xuxa Meneghel, para o prédio da B3 para o evento que marcou sua entrada na B3. Isso sem contar as cerimônias concorridas das empresas X, do empresário Eike Batista, com o empresário distribuindo autógrafos na chegada na B3 e atraindo multidões para os eventos.
Nada disso aconteceu no evento que marcou a estreia da companhia de gás Compass, do grupo Cosan, na B3, no primeiro IPO em quase cinco anos na bolsa brasileira. Executivos da companhia e da B3 e advogados vestiam uma camiseta azul com a sigla PASS3, que será o ticker de negociação da empresa no Novo Mercado, e só.
Altos representantes dos vários bancos de investimento que coordenaram a operação da Compass não apareceram, muitos deles a caminho de Nova York, onde acontece a semana do Brasil na cidade, reunindo vários empresários e investidores.
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