Banco testou ferramenta em corcurso e a IA tirou só 8,4
17 de agosto de 2026
O ChatGPT quase não passou no disputado concurso do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), um dos cargos públicos mais disputados do governo federal. No concurso mais recente, foram mais de 90,8 mil inscritos disputando as 605 vagas disponíveis. Os salários iniciais superam a casa dos R$ 20 mil.
Em uma simulação da prova real, o ChatGPT tirou a nota 8,4. “É um concurso extremamente difícil, quase que o ChatGPT não entra” comentou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante ao falar dos resultados do banco. Pela primeira na história, o banco superou a marca de R$ 1 trilhão de ativos.
A IA, ressaltou Mercadante, é uma área não só de interesse do BNDES para financiar investimentos no Brasil, para ter a soberania de dados e desenvolver uma linguagem própria, mas também para implementar dentro da própria instituição. “A IA é um processo disruptivo que vai impactar tudo.”
Os investimentos em IA também são para evitar erros, ressaltou Mercadante. O BNDES está negociando com a Embraer, dona da Eve, que fabrica carros voadores, para fazer um voo em volta da Torre Eiffel, em Paris.
O objetivo é celebrar os 120 anos do voo feito pelo brasileiro Santos Dumont na capital francesa com seu dirigível. E uma forma de corrigir uma injustiça da IA – pelo menos do ponto de vista dos brasileiros. Ao ser perguntado sobre quem inventou o avião, o ChatGPT geralmente responde os norte-americanos Orville e Wilbur Wright. Em uma rápida consulta recente, a ferramenta nem sequer citou Dumont.
Com o voo na Cidade Luz, a ideia é lembrar ao mundo quem, de fato, foi o pai da aviação.
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