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15 de outubro de 2026, às 08:42
São Paulo, 15/10/2026 – O Brasil aposta no Corredor Bioceânico de Capricórnio e na expansão das ferrovias do Centro-Oeste para reduzir custos logísticos e aumentar a competitividade das exportações agrícolas, especialmente para a Ásia. Segundo relatório do Serviço Agrícola Estrangeiro (FAS), do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), os projetos podem diminuir em até 40% os gastos com o transporte das exportações.
Com extensão estimada entre 2,3 mil e 2,4 mil quilômetros, o Corredor Bioceânico de Capricórnio ligará a região do Porto de Santos aos portos chilenos de Antofagasta, Mejillones e Iquique, atravessando Mato Grosso do Sul, Paraguai e Argentina. A expectativa é reduzir o tempo de viagem para a Ásia de cerca de 55 para 42 dias. No início de 2026, o Paraguai havia inaugurado o primeiro trecho da rota, enquanto a ponte entre Porto Murtinho (MS) e Carmelo Peralta estava aproximadamente 80% concluída. Em julho, o Brasil aderiu à Convenção TIR, que simplifica os procedimentos aduaneiros no transporte internacional de cargas.
Na malha ferroviária, quatro projetos buscam ampliar o escoamento da produção agrícola. A Ferrogrão, com 933 quilômetros projetados, deverá conectar Sinop (MT) ao porto de Miritituba (PA), integrando a produção ao Arco Norte. A ferrovia poderá movimentar 40 milhões de toneladas de grãos por ano até 2050, mas enfrenta atrasos, oposição de grupos indígenas e ambientais e questionamentos sobre sua viabilidade financeira, destacou o USDA.
A Ferronorte, operada pela Rumo Logística, transporta soja e milho de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul ao Porto de Santos. A expansão prevista até Lucas do Rio Verde (MT), passando por Cuiabá, poderá incorporar novas áreas produtoras à rede. Já as ferrovias FATO e FICO deverão conectar regiões agrícolas de Mato Grosso e Goiás à Ferrovia Norte-Sul, ampliando o acesso aos corredores de exportação.
Segundo o USDA, a integração dessas iniciativas poderá tornar a logística agrícola brasileira mais eficiente e diversificar as rotas de transporte. A agência acrescentou, porém, que a concretização dos benefícios dependerá da continuidade dos investimentos, da coordenação entre os países envolvidos e da superação de entraves financeiros, ambientais e regulatórios.
(Equipe AE)
Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast
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