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27 de outubro de 2026, às 11:11
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) segue resiliente, apesar da maior materialização de riscos, enquanto avança na implementação de adaptações
regulatórias que fortalecem o sistema, afirma análise apresentada no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central, referente ao 1º semestre de 2026. O documento ressalta as provisões constituídas mantiveram-se compatíveis com as estimativas de perdas esperadas.
O texto detalha que as instituições financeiras aumentaram as provisões para suportar maior volume de perdas, mantendo o nível de cobertura estável no SFN.
Individualmente, há instituições financeiras com provisão inferior à estimada pelo BC, mas o nível de capitalização é suficiente para absorver eventuais ajustes na maioria dos casos, diz.
Embora o SFN permaneça rentável e resiliente, a rentabilidade recuou no primeiro semestre de 2026, afirma a análise presente no REF. Segundo o documento, a queda da rentabilidade tem sido mais intensa em instituições de controle público, em razão da elevada materialização de risco associada ao crédito rural e ao crédito pessoal.
“A margem de crédito seguiu pressionada pelo aumento das despesas com provisões para perdas. Os resultados devem continuar contidos nos próximos períodos devido ao risco de crédito elevado e à desaceleração do crescimento da carteira”, diz.
Ainda de acordo com o relatório, a capitalização do SFN permanece robusta para assegurar a intermediação financeira. O texto pontua que a discreta queda da capitalização em janeiro decorreu de alterações normativas e foi revertida nos meses seguintes com retenção de lucros.
O REF também destaca que o SFN está sendo impactado em 2026 por duas alterações importantes: a primeira refere-se à nova dinâmica de realização dos ativos fiscais diferidos (AFDs), e a segunda é a nova metodologia para apurar capital mínimo.
“Apesar da robustez agregada e do regime gradual de transição, parcela relevante das instituições, com baixa representatividade em termos de ativos, poderá necessitar de reforço de capital ou de outros ajustes para atingir os níveis mínimos nos prazos previstos”, pondera.
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