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Sanepar diz que aluguel de ativos atrai capital privado sem abrir mão da operação

28 de outubro de 2026, às 15:50

Por Leonardo Godim

São Paulo, 28/10/2026 – O modelo de aluguel de ativos usado no leilão do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (SAINP) permite à Sanepar atrair investimento privado sem abrir mão da operação, afirmou o diretor-presidente da companhia, Wilson Lipski. Pelo contrato, o Consórcio Águas do Paraná constrói a infraestrutura e a Sanepar opera o sistema, pagando um aluguel mensal ao longo de 18 anos.

“Não queremos abrir mão da operação, porque no sistema de água nós temos que levar essa credibilidade para todos os nossos consumidores”, disse Lipski. Segundo ele, operar o sistema permite manter os parâmetros de qualidade da companhia. O executivo lembrou que o modelo já foi usado no passado no litoral do Paraná. Na área de esgoto, a Sanepar tem quatro parcerias público-privadas (PPPs), que, segundo ele, “estão dando muito certo”.

Lipski explicou que o norte do Paraná é uma região que cresce muito e que hoje a companhia precisa perfurar vários poços para reforçar o abastecimento. Para ele, a solução definitiva para os municípios atendidos é esse primeiro trecho, que depois vai se ligar a um segundo trecho com água do rio Tibagi, formando um sistema integrado. O executivo disse que as obras devem levar até 36 meses.

De acordo com o executivo, o projeto tem como objetivo manter os indicadores de abastecimento da companhia, que, segundo ele, atende 99% da população com água há 18 anos. No esgoto, a cobertura está perto de 84%, e a meta é passar de 90% até 2029, três a quatro anos antes do prazo do marco legal do saneamento.

Questionado sobre os efeitos da reforma tributária nos custos de distribuição de água e esgoto, ele afirmou que a Sanepar estima uma alta de 18% em seus custos. “Nossa preocupação é ter uma tarifa que seja adequada e que possa ser suportada por todos os nossos usuários”, afirmou.

Segundo o executivo, a regulação vai pesar muito para que a tarifa continue pagável. Lipski disse que o saneamento não foi contemplado com alíquota zero na reforma e que a companhia trabalha com as associações do setor para tentar obter esse benefício. “Não é um benefício para as companhias, é um benefício para quem toma água e tem o seu esgoto coletado e tratado.”

Ele afirmou ainda confiar na capacidade técnica da Agepar, a agência reguladora do Paraná, para garantir uma tarifa adequada à população.

Contato: leonardo.goliveira@estadao.com

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