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Raízen (RAIZ4) propõe aumento de capital privado de no mínimo R$ 3,5 bilhões

22 de outubro de 2026, às 08:40

Por Carolina Marcondes, especial para a Broadcast

São Paulo, 22/10/2026 – A Raízen informou que submeterá aos acionistas e ao conselho de administração a proposta de um aumento de capital privado com concessão de direito de preferência de, no mínimo, R$ 3,5 bilhões. A operação é parte da implementação da capitalização prevista no plano de recuperação extrajudicial da companhia e de controladas, homologado na Justiça paulista em junho.

A transação prevê a emissão mínima de 14 bilhões de ações ao preço de R$ 0,25 por papel, independentemente da classe ou espécie. Segundo a empresa, o valor máximo do aumento de capital será informado oportunamente e levará em consideração a potencial participação da Aguassanta Participações, a conversão de créditos sujeitos ao plano de recuperação e o exercício do direito de subscrição pelos demais acionistas.

Para viabilizar a estrutura, a companhia convocou para o próximo dia 30, uma Assembleia Geral Extraordinária (AGE) e uma Assembleia Especial de acionistas preferencialistas. Em pauta, estarão a criação de ações preferenciais classe B (PNB), a redesignação das atuais preferenciais em classe A (PNA), a instituição de um programa de Units e a reformulação do estatuto social.

Caso aprovadas as alterações societárias, o aumento de capital será deliberado em reunião do conselho de administração agendada para 5 de novembro, data que também servirá como corte para o direito de preferência. As ações adquiridas na B3 a partir de 6 de novembro passarão a ser negociadas “ex-direito”, e o prazo para o exercício da subscrição se estenderá até 7 de dezembro.

A Raízen detalhou ainda que as novas ações PNB não serão admitidas à negociação na bolsa ou em mercado de balcão organizado, permanecendo registradas no livro da emissora. Já as atuais ações PN negociadas sob o código RAIZ4, após a eventual aprovação da redesignação para PNA, passarão a ser negociadas sob o ticker RAIZ5 a partir de 3 de novembro.

O plano de recuperação extrajudicial prevê o cumprimento total das condições suspensivas e o fechamento da operação até o dia 31 de março de 2027.

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