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Presidente da Câmara de Salvador diz que Reis pode ser cassado se comprovada retenção de ônibus

27 de outubro de 2026, às 17:10

Por Maria Magnabosco, especial para a Broadcast

Florianópolis, 27/10/2026 – O presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz (PSDB), afirmou nesta terça-feira, 27, que o prefeito Bruno Reis (União Brasil) poderá perder o mandato caso seja comprovada a prática de algum ato ilícito na retenção de ônibus nas garagens da capital baiana durante o segundo turno das eleições, realizado no domingo, 25. A declaração ocorre após vereadores da oposição protocolarem um pedido de investigação sobre a redução da frota de transporte público no dia da votação.

“Se for comprovado que o prefeito municipal praticou um ato ilícito, ele pode perder o mandato. Acho difícil que isso aconteça da noite para o dia. Ele terá direito à sua defesa”, afirmou Muniz, em coletiva de imprensa.

O presidente da Câmara também defendeu que as investigações sejam conduzidas sem julgamentos antecipados.

“Eu não posso fazer julgamento precipitado como os bolsonaristas fazem, de julgar as pessoas antes de comprovar a culpa”, declarou.

Vereadores da oposição protocolaram nesta terça-feira um pedido de abertura de Comissão Especial de Inquérito (CEI) para investigar a retenção dos veículos e apurar possíveis responsabilidades do prefeito, do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e das concessionárias de transporte.

Segundo o Procon-BA, uma fiscalização identificou 944 ônibus parados em cinco garagens de Salvador no dia da votação. A oposição alega que a redução da frota prejudicou o deslocamento dos eleitores e questiona a justificativa da prefeitura de que a colocação de adesivos eleitorais nos veículos teria provocado os atrasos.

Muniz recebeu o documento e afirmou que a abertura da comissão dependerá da coleta de 14 assinaturas e do cumprimento dos procedimentos previstos no regimento interno da Câmara. A CEI teria prazo inicial de 12 meses, prorrogável por igual período. O caso também é alvo de investigação da Polícia Federal e de apuração no Supremo Tribunal Federal (STF).

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