Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Soluções de Tecnologia
Broadcast Recebíveis
O sistema operacional para o Ecossistema de FIDCs
Broadcast Radar
Monitoramento inteligente de notícias e conteúdos
Broadcast Fundos
A melhor plataforma para analisar fundos de investimento no Brasil
IA
Em breve
BroadFast
Em breve
Gestão de Investimentos
Em breve
Tokenização de ativos
Em breve
Crédito
Em breve
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
29 de outubro de 2026, às 17:18
O economista-chefe e sócio do BTG Pactual, Mansueto Almeida, avaliou que o Brasil “nunca vai conseguir fazer o ajuste fiscal” se a taxa de juro real de longo prazo permanecer no patamar atual, oscilando entre 7% e 8% ao ano. Ao mesmo tempo, ele defendeu que a queda desse indicador depende de um plano crível para conter o crescimento do gasto público.
Mansueto falou nesta quinta-feira, 29, durante a Copa BTG Trader 2026, campeonato de day trade organizado pelo BTG Pactual em parceria com a B3 e a Nelogica e realizado com dinheiro fictício, permitindo que participantes testem estratégias sem arriscar capital próprio.
Segundo o economista, o País está em um ambiente de juros muito altos, o que tende a desacelerar o crescimento e, por consequência, acelerar a trajetória da dívida pública.
“Estamos num cenário de juros muito altos. Vamos ter uma desaceleração do crescimento da economia no País com juros altos. Isso leva a dívida a crescer mais rápido”, afirmou.
Para Mansueto, se esse movimento não for interrompido, o mercado começará a questionar a capacidade real do Brasil de promover a consolidação fiscal. Ele citou como referência a taxa de juros real embutida nas Notas do Tesouro Nacional – Série B (NTN-Bs), papéis que pagam inflação mais juro real e servem como balizador do custo de financiamento do governo no longo prazo.
De acordo com o economista, o juro real desses títulos, nos vencimentos mais longos, está hoje na faixa de 7,5% a 8% ao ano – nível que, segundo ele, não encontra paralelo em outros países. “Não há taxa de juros nesse nível em nenhum país do mundo”, disse. “Essa taxa de juros hoje que o governo paga para vender um título público é uma taxa sustentável? Não é”, acrescentou.
Na avaliação de Mansueto, a redução desse prêmio depende menos de medidas pontuais e mais de sinalização clara e consistente sobre como o governo pretende segurar o crescimento do gasto para reconstruir a confiança dos agentes econômicos. Ele afirmou que a trajetória do juro real das NTN-Bs funciona como um “termômetro de credibilidade” da política fiscal: quando começa a cair, indica que o mercado passou a acreditar no plano anunciado e tende a destravar efeitos positivos em cadeia, como melhoria na curva de juros e retomada de fluxo estrangeiro para a Bolsa.
Mansueto lembrou que, quando o atual arcabouço fiscal foi anunciado em abril de 2023, houve melhora relevante nos preços de ativos, com alta da Bolsa, queda da curva de juros e apreciação do real até julho daquele ano. Mas, segundo ele, ao longo de 2024 a credibilidade do arcabouço se deteriorou, e o juro real das NTN-Bs voltou a subir, saindo de 5,3% no início de 2024 para cerca de 8% no fim do ano. Desde então, afirmou, o indicador tem oscilado entre 7,5% e 8% ao ano.
Para o economista, o acompanhamento de indicadores fiscais mensais – como resultado primário, déficit nominal e conta de juros -, além do comportamento das taxas futuras, será crucial para avaliar se o País conseguirá ancorar expectativas e reduzir o custo do dinheiro. “A curto prazo, o que é mais importante é o fiscal”, concluiu.
Veja também