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22 de outubro de 2026, às 08:50
Por Luísa Laval
São Paulo, 22/10/2026 – O Citi avalia que o Magazine Luiza está bem posicionado para capturar vendas adicionais com a redução de presença da Casas Bahia, tanto em lojas físicas quanto no online. Em relatório, o banco estima que suas projeções para 2026 a 2029 já embutem um ganho incremental de cerca de R$ 6 bilhões em vendas orgânicas nas lojas físicas, o equivalente a aproximadamente 20% das vendas da Casas Bahia no canal, mas diz que o precedente histórico sugere que esse número pode ser conservador.
Segundo os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein, o Citi usa como referência o desempenho do Magazine Luiza durante a reestruturação da Máquina de Vendas entre 2016 e 2019. Naquele período, a companhia teria entregue oito trimestres consecutivos de crescimento de vendas mesmas lojas na rede física ao redor de 15% a 20%, levando a um crescimento orgânico acumulado de 47%, ou cerca de R$ 4 bilhões em vendas, ante receita de cerca de R$ 10 bilhões da Máquina de Vendas no pico.
O Citi lembra que a Casas Bahia é um player maior, com vendas físicas estimadas em cerca de R$ 26 bilhões, e que o Magalu já tem sobreposição relevante com as cerca de 300 lojas fechadas pela rival em meados de agosto, que representariam aproximadamente 15% das vendas da Casa Bahia. Para o banco, isso reforça a oportunidade de captura, dado o ganho por proximidade e ajuste do mercado à nova “pegada” da concorrente.
Em outro relatório, após reunião com o CEO Frederico Trajano e o CFO Roberto Bellissimo, o Citi disse ter saído mais positivo com o momentum de curto prazo e com a capacidade de financiar crescimento internamente. Segundo o banco, a administração avalia que pode absorver volumes adicionais praticamente sem aumento de capex ou opex, usando a malha logística já existente, com 21 centros de distribuição e mais de 170 unidades de cross-docking.
O Citi também destacou que parcerias com marketplaces como Mercado Livre e Amazon vêm ganhando tração e que a empresa espera melhora de termos com fornecedores, o que ajudaria a sustentar crescimento via capital de giro negativo. A gestão também afirmou estar priorizando categorias como eletrodomésticos e tecnologia e reduzindo exposição a categorias “cauda longa” (produtos de nicho) no marketplace (3P).
No online, o Citi diz que a dinâmica é mais complexa, mas fez um exercício de sensibilidade para estimar captura de volume bruto de mercadorias (GMV) 1P da Casas Bahia após o encolhimento. Assumindo captura de 70% do GMV vindo de tráfego de parceiros e 10% do GMV orgânico, o banco estima que a oportunidade poderia representar cerca de 9,5% do GMV 1P atual do Magalu.
O Citi manteve a recomendação de compra com alto risco para o Magazine Luiza e preço-alvo de R$ 14, o que implica potencial de alta de 7,4% e retorno total estimado de 8,7%, considerando dividendos.
Contato: luisa.laval@estadao.com
Conteúdo elaborado com auxílio de inteligência artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.
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