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Lula pede ao TSE cassação de Flávio por financiamento ilícito com recursos do ‘Dark Horse’

23 de outubro de 2026, às 17:40

Por Lavínia Kaucz e Gabriel Hirabahasi

Brasília, 23/10/2026 – A coligação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entrou com uma nova ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL) por suspeita de financiamento ilícito da campanha com recursos ligados ao caso “Dark Horse”.

A ação de investigação judicial-eleitoral (Aije) pede a cassação do registro de candidatura de Flávio e sua inelegibilidade por oito anos, assim como a suspensão dos direitos políticos do irmão do candidato, Eduardo Bolsonaro. O caso será relatado pelo corregedor-geral eleitoral, Ricardo Villas Bôas Cueva.

Em novembro de 2025, Flávio pediu ao banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, cerca de R$ 134 milhões para financiar a produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O dinheiro foi enviado para um fundo nos EUA administrado pelo advogado de Eduardo.

A peça ainda ressalta que a empresa responsável pela intermediação dos recursos, a Entre Investimentos, é investigada pela Polícia Federal (PF) por lavagem de dinheiro e ligações com o crime organizado.

Os advogados de Lula argumentam que “o dinheiro que financiou o filme da família do candidato saiu do mesmo cofre em que, segundo a Receita Federal, o Ministério Público e o Ministro da Fazenda, circulava o dinheiro do crime organizado”.

“Nada disso consta da prestação de contas da campanha até este momento. O candidato que pediu o dinheiro lidera a disputa e enfrenta o segundo turno em 25 de outubro. A Justiça Eleitoral não pode descobrir depois da posse quem pagou a eleição. Por isso se pede, com urgência, a instauração da investigação judicial, o compartilhamento das provas e a preservação dos elementos já identificados”, alegam.

A coligação de Lula cita ainda que Flávio e Eduardo Bolsonaro teriam captado e usado o dinheiro repassado por Daniel Vorcaro para o filme “em benefício da candidatura” do filho ex-presidente Jair Bolsonaro.

“Há indícios concretos de que recursos captados pelo primeiro investigado [Flávio], de fonte vedada e origem ilícita, foram postos sob a gestão do terceiro investigado [Eduardo Bolsonaro] no exterior, no período e no lugar em que ele operava a engrenagem de interferência em benefício da candidatura”, alega.

Contato: lavinia.kaucz@estadao.com; gabriel.hirabahasi@estadao.com

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