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Gleisi sobre Flávio: ‘Esse cara é tipo um Collor de Mello, vende sonhos e vai entregar pesadelos’

8 de outubro de 2026, às 15:40

Por Maria Magnabosco, especial para a Broadcast

Florianópolis, 08/10/2026 – A deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR), derrotada na disputa pelo Senado no Paraná, comparou nesta quinta-feira, 8, o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, ao ex-presidente Fernando Collor de Mello e convocou a militância petista a intensificar a campanha pela reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno.

“Ele já disse que vai fazer com o Brasil o que Milei está fazendo na Argentina: cortar aposentadorias, programas sociais e congelar salários. Esse cara é tipo um Collor de Mello: vende sonhos e vai entregar pesadelos”, afirmou Gleisi em publicação nas redes sociais. A declaração sobre as propostas de Flávio foi feita pela parlamentar como crítica à agenda defendida pelo adversário de Lula.

Collor foi eleito presidente em 1989, na primeira eleição direta para o cargo após a ditadura militar. Seu governo ficou marcado pelo Plano Collor, que bloqueou recursos de poupanças, contas-correntes e outras aplicações financeiras. Em 1992, foi aberto no Congresso um processo de impeachment contra o então presidente; Collor renunciou antes da conclusão do julgamento no Senado, que o declarou inabilitado por oito anos para o exercício de função pública.

Gleisi também afirmou que o momento após o primeiro turno deve ser de mobilização. “Uma eleição muito dura, mas não é para desanimar agora, gente. Não é hora de grandes análises ou busca de culpados; é hora de revertermos esse resultado e ganharmos o segundo turno”, declarou.

Em outra manifestação, a deputada disse que a campanha não deve depender apenas das aparições de Lula. “Há votos para serem buscados e não é só pelas falas de Lula. É também por nossas falas, nossa militância, nossa ação onde vivemos e estamos”, escreveu. A estratégia defendida pela parlamentar inclui buscar eleitores que se abstiveram no primeiro turno e aqueles ainda indecisos para a votação de 25 de outubro.

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