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5 de novembro de 2025, às 10:40
Por Marianna Gualter e Aramis Merki II
O desligamento pelo Banco Central da plataforma de tecnologia de registro distribuído (DLT), utilizada nas duas primeiras fases piloto do Drex, atendeu a uma demanda do mercado, que justificou o pedido com base no custo elevado associado à manutenção da plataforma.
Conforme apurou a Broadcast, a decisão considerou a ausência de previsão de uso da plataforma na próxima etapa do projeto, a fase 3, uma vez que sua aplicação foi desenhada exclusivamente para os testes das fases 1 e 2 do piloto, já encerrados.
O desligamento foi informado nesta terça-feira, 4, por membros do BC aos consórcios participantes do Drex, em uma reunião de discussões sobre a fase 2. Embora a etapa já tenha sido concluída, seu relatório ainda não foi entregue, o que está previsto para ocorrer no início de 2026.
A fase 3 deve dar continuidade aos estudos sobre casos de negócios para o Drex, mas desta vez com uma questão específica: a eficiência do uso de ativos como garantia em operações de crédito. O direcionamento é para que seja aplicada à etapa uma abordagem agnóstica quanto a tecnologia, ou seja, sem uma pré-definição. As discussões dessa fase estão previstas para começarem no início do ano que vem.
A longo prazo, o objetivo com o Drex segue o de garantir um ambiente interoperável para ativos tokenizados, no qual a moeda de liquidação das transações seja uma moeda do BC. Conforme apurou a reportagem, ainda não há definição de quantas fases no total irão compor o projeto-piloto do Drex e ainda não foi batido o martelo sobre a possibilidade de uso de blockchain em etapas seguintes.
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