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16 de outubro de 2026, às 22:52
Por Gabriel de Sousa e Naomi Matsui
Brasília, 16/10/2026 – O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta sexta-feira, 16, o armamento da população e classificou como uma “tese maluca” a ideia de que ter mais armas traria mais violência. Segundo ele, isso teria sido provado durante o governo do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que flexibilizou o acesso a armas.
“Botou por água abaixo essas teses malucas de que mais armas nas mãos de cidadãos ordeiros causam mais violência. Se você não quer ter direito a uma arma, tudo bem, é um direito seu. Agora, quem atender os requisitos legais tem direito a ter uma arma para defender sua família”, declarou, durante sabatina promovida pela TV Globo.
Flávio defendeu a redação atual da PEC da Segurança e afirmou que, se eleito, fará uma integração de câmeras de monitoramento. “Vou comprar mais de um milhão de câmeras com inteligência artificial, conectar essas câmeras, juntar com as câmeras que já existem das polícias municipais, dos governos de Estado, inclusive também com as câmeras privadas. Vai estar tudo numa grande nuvem ligado com o cadastro de emissão de mandados de prisão”, disse.
O senador voltou a criticar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e disse que o petista usa os motoboys para se “vingar” de discordâncias políticas com o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB). JR Freitas, conhecido como o “motoboy do Lula”, acionou o Ministério Público Eleitoral (MPE) por um encontro de Flávio com motoboys organizado diretamente por Nunes e pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
Condução da Saúde
Flávio Bolsonaro ainda comentou sobre como seria a condução do Ministério da Saúde, caso eleito. Segundo ele, seu ministro Claudio Lottenberg teria liberdade para tomar medidas – Lottenberg já defendeu a compra de vacinas durante a pandemia. “Na minha conversa com ele, disse para a gente olhar para frente”, disse o “Zero Um”.
Até o momento, Lottenberg é único ministro anunciado por Flávio para um eventual governo.
Contatos: gabriel.sousa@estadao.com; naomi.matsui@estadao.com
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