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Fed/ata: maioria vê novo aumento de juros como provável e apropriado até o fim do ano

7 de outubro de 2026, às 15:50

Por Pedro Lima e Darlan de Azevedo

São Paulo, 07/10/2026 – A maioria dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) avaliou que um novo aumento da taxa básica de juros provavelmente será apropriado até o fim do ano, segundo a ata da reunião mais recente do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Todos os participantes apoiaram a alta de 25 pontos-base, para a faixa de 3,75% a 4,00%, decidida no encontro.

Segundo a ata, os dirigentes enfatizaram que a inflação permanece elevada, sem progresso suficiente em sua redução nos últimos meses, enquanto o mercado de trabalho segue próximo do pleno emprego e a atividade econômica avança em ritmo sólido. Quase todos avaliaram que os riscos para a inflação estão inclinados para cima, ao passo que os riscos para o emprego diminuíram e estão agora amplamente equilibrados.

Muitos participantes defenderam uma trajetória mais alta para os juros como medida prudencial de gestão de riscos, diante da possibilidade de a inflação permanecer persistentemente acima da meta por demanda mais forte que o previsto ou novos choques de oferta. Alguns consideraram, porém, que juros maiores já eram necessários em seus cenários-base, e não apenas como proteção contra riscos.

A ata também mostra que vários dirigentes veem a taxa atual como “não restritiva ou apenas levemente restritiva”. Alguns alertaram que a alta dos preços de energia e o avanço dos investimentos ligados à inteligência artificial (IA) podem ampliar pressões inflacionárias. O grupo avaliou que a expansão da IA tem impulsionado o investimento empresarial e surpreendido pela escala e velocidade, embora também possa elevar a produtividade e o produto potencial nos próximos anos.

No mercado de trabalho, os participantes consideraram as condições estáveis, com a maioria avaliando que houve algum fortalecimento recente. Para a atividade, o Fed destacou investimento empresarial robusto e consumo resiliente, além de condições financeiras ainda favoráveis ao crescimento, apesar da recente alta dos rendimentos dos Treasuries.

Mesmo com a sinalização de novo aperto, os dirigentes ressaltaram que as próximas decisões continuarão dependentes dos dados, das perspectivas econômicas e do balanço de riscos.

Contato: pedro.lima@estadao.com

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