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13 de outubro de 2026, às 11:40
Por André Marinho
São Paulo, 13/10/2026 – A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) atualizou a Taxonomia de Finanças Sustentáveis, metodologia que define critérios objetivos para classificar as operações financeiras de acordo com a sustentabilidade. A revisão alinha o sistema ao modelo mais abrangente instituído pelo governo em 2025, a Taxonomia Sustentável Brasileira (TSB).
A taxonomia utiliza a Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE), que identifica as atividades econômicas exercidas por empresas através de códigos. A metodologia também contempla linhas e subprogramas públicos federais e estaduais elegíveis. Os bancos poderão adicionar critérios complementares conforme as estratégias internas.
Como novidade, a atualização amplia o escopo do sistema, o alinha às principais referências internacionais e garante interoperabilidade com a TSB.
Segundo a Febraban, três modalidades classificatórias guiam a nova taxonomia: contribuição ambiental, climática e/ou social das operações; exposição às mudanças climáticas; e exposição aos riscos ambientais. As instituições financeiras, então, analisarão suas carteiras sob essas perspectivas.
Para o diretor de Sustentabilidade da Febraban, Amaury Oliva, o sistema representa um referência para o desenvolvimento de finanças sustentáveis. “O número de bancos que estabelecem metas para ampliar o financiamento de atividades com benefícios ambientais, climáticos e sociais tem crescido de forma consistente nos últimos anos e reafirma o compromisso dos bancos com a agenda socioambiental e climática”, diz.
A taxonomia se insere em um conjunto de medidas mais amplo do setor bancário para contribuir na transição a um economia verde. No ano passado, a Febraban já havia anunciado a padronização e o reporte das emissões financeiras de gases de efeito estufa das carteiras das instituições associadas.
Contato: andre.marinho@estadao.com
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