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7 de outubro de 2026, às 09:20
Por Mateus Maia
Brasília, 07/10/2026 – Confederações empresariais publicaram uma nota nesta quarta-feira dizendo que há preocupação com a inclusão na pauta do Congresso Nacional a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do fim da escala 6×1, apesar de considerar legítima a discussão sobre o tema.
“As confederações empresariais alertam que o tema precisa ser debatido com tempo e cuidado, pois decisões dessa dimensão precisam levar em conta seus efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais”, escrevem.
Assinam o manifesto a Confederação Nacional da Indústria (CNI), Confederação Nacional do Transporte (CNT), Confederação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).
“Para as instituições que assinam esse manifesto, não há justificativa plausível para que uma matéria de tamanho impacto sobre os setores econômicos seja votada sem um amplo e aprofundado debate, especialmente em um momento marcado pela pressão das urnas”, completam.
Segundo as instituições, os efeitos do fim da escala 6×1 são significativos para setores como indústria, comércio, transporte, agricultura, cooperativismo, saúde e serviços em geral, provocando aumento dos custos de produção, redução das contratações formais e a consequente pressão sobre a inflação.
A CNI calcula que os preços ao consumidor podem subir 6,2% em média caso reduza-se o limite de horas semanais. Os custos de produção poderiam subir até R$ 267,2 bilhões, com queda de 0,7% do PIB brasileiro.
O grupo finaliza a nota dizendo que considera inoportuna a decisão de votar a PEC do fim da 6×1 antes do segundo turno.
“O Brasil não pode ir na contramão das economias que buscam recuperar espaço nos mercados. Precisamos ser produtivos e competitivos. Não há espaço para retroceder, especialmente nesse momento. O pós-eleição obrigará o País a fazer algumas correções de rumo que certamente impactarão a inflação e a economia brasileira”, dizem.
Contato: mateus.maia@broadcast.com.br
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