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Carlos Bolsonaro defende ‘liberdade aos presos e perseguidos políticos do 8 de janeiro’

30 de outubro de 2026, às 18:00

Por Maria Magnabosco, especial para a Broadcast

Florianópolis, 30/10/2026 – O senador eleito por Santa Catarina Carlos Bolsonaro (PL) voltou a defender, nesta sexta-feira, 30, a libertação dos condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. Em publicação no X, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) compartilhou uma foto vestindo uma camiseta com a frase “Bolsonaro free” (Bolsonaro livre), escrita em batom vermelho, em referência a Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como Débora do Batom.

“Liberdade aos presos, exilados, mortos e perseguidos políticos do 8 de janeiro de 2023. É impossível normalizar os absurdos para se colocar como uma oposição permitida enquanto inocentes morrem abandonados em prisões e situações desumanas”, escreveu Carlos.

Os condenados pelo 8 de janeiro foram responsabilizados por crimes cometidos durante a invasão e depredação das sedes dos Três Poderes, em Brasília, por apoiadores de Jair Bolsonaro que não aceitavam a derrota do ex-presidente nas eleições de 2022. Os ataques tinham como objetivo provocar uma intervenção militar para derrubar o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recém-empossado.

Entre os crimes que levaram às condenações estão tentativa de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, associação criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. As penas variam conforme a participação e a gravidade das condutas. O próprio Jair Bolsonaro foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar a trama golpista que buscou impedir a posse de Lula e mantê-lo no poder após a derrota eleitoral.

A referência ao batom remete ao caso de Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por sua participação nos ataques. Ela ficou conhecida após escrever a frase “Perdeu, mané” com um batom vermelho na estátua da Justiça, em frente ao STF. Em outubro deste ano, o ministro Alexandre de Moraes autorizou sua progressão ao regime semiaberto, mantendo o cumprimento da pena em prisão domiciliar.

Segundo balanço divulgado pelo STF em abril deste ano, 1.402 pessoas haviam sido condenadas por envolvimento nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro e na trama golpista. Na ocasião, 190 pessoas permaneciam presas, entre condenados em cumprimento de pena e investigados em prisão processual.

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