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BradSaúde/Marinelli: buscamos equilíbrio entre crescimento de vidas, prêmios e sinistralidade

22 de outubro de 2026, às 10:40

Por Wilian Miron

São Paulo, 22/10/2026 – A BradSaúde busca equilibrar o crescimento do número de beneficiários e dos prêmios ganhos com o controle da sinistralidade, indicador que mede a relação entre despesas assistenciais e receitas dos planos. Segundo o presidente da companhia, Carlos Marinelli, a estratégia comercial considera a competitividade dos produtos, a rentabilidade das operações e a retenção de clientes no longo prazo.

Marinelli afirmou que o objetivo é ampliar simultaneamente a receita e a carteira de beneficiários, sem comprometer a eficiência operacional. O executivo ressaltou que essas variáveis podem seguir direções diferentes ao longo dos ciclos do setor, o que exige encontrar um ponto de equilíbrio entre crescimento e rentabilidade. A companhia tem priorizado produtos mais acessíveis, especialmente para pequenas e médias empresas, segmento considerado estratégico para a expansão.

Segundo o presidente, a análise dos resultados também deve considerar o relacionamento de longo prazo com os clientes. A entrada de um novo beneficiário representa um investimento cujo retorno não se limita aos primeiros 12 meses, mas pode se estender por períodos de 36, 48 ou 60 meses. Marinelli afirmou que a qualidade dos produtos, o controle dos custos assistenciais e a retenção da carteira são fatores importantes para sustentar esse modelo de crescimento.

O executivo destacou ainda que o resultado financeiro representa menos de um terço do resultado operacional da BradSaúde. Segundo ele, o desempenho da companhia depende principalmente da evolução das receitas, da gestão dos sinistros e da eficiência das operações, enquanto a carteira de investimentos é administrada de forma alinhada às obrigações de longo prazo do grupo.

Em relação às despesas operacionais, a companhia afirmou que parte relevante dos gastos está associada a iniciativas de automação, digitalização e melhoria da gestão de sinistros. Mais da metade da linha de outras despesas está relacionada a esses projetos, segundo os executivos. A rubrica também sofre influência de provisões e contingências judiciais, cujas oscilações dependem do andamento e dos resultados das ações. Por isso, a administração prefere avaliar sua evolução no acumulado do ano, e não apenas pelas variações trimestrais.

Contato: wilian.miron@estadao.com

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