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7 de outubro de 2026, às 15:50
Por Aramis Merki II
São Paulo, 07/10/2026 – O avanço da inteligência artificial está levando empresas a rever como armazenam e processam dados, em um movimento que combina a busca por soberania da informação com a necessidade de controlar custos de infraestrutura. No caso da B3, ter data center próprio é uma escolha para proteger informações do mercado financeiro, de acordo com o líder da área responsável por alocar equipamentos de processamento de dados em data centers externos (colocation, no termo em inglês), Eduardo Yukio Kashiwakura.
Segundo ele, a B3 armazena informações de brasileiros e de clientes institucionais, incluindo dados sobre carteiras de investimentos, posições e operações no mercado financeiro. “Para nós, ter um data center próprio, é questão de soberania dos dados”, disse durante painel no evento Data Center World Brasil, em São Paulo.
Já empresas que não têm escala para operar estruturas próprias buscam alternativas híbridas para garantir segurança e governança sobre os dados. É o caso do Grupo Santa Cruz Distribuidora de Medicamentos, segundo o diretor de informação da companhia, Jorge Stakowiak. Ele afirma que a empresa não tem capacidade para manter um data center próprio e, por isso, busca combinar diferentes ambientes de infraestrutura, com regras de governança para determinar quais dados podem ser utilizados em aplicações de inteligência artificial.
Para o diretor, a arquitetura de infraestrutura precisa ser flexível e pode combinar ambientes próprios, terceirizados e híbridos, de acordo com o tipo de informação e as necessidades do negócio. A definição de onde cada dado será armazenado e processado passa, nesse contexto, por critérios de segurança, governança e custo, e não apenas pela propriedade do data center.
Contato: Merki@broadcast.com.br
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