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26 de outubro de 2026, às 10:13
Por Luísa Laval e Maria Regina Silva
São Paulo, 26/10/2026 – A B3 informou há pouco que acionou o circuit breaker após registrar queda de 10% do Ibovespa em relação ao fechamento anterior. Com isso, a negociação de ativos no mercado à vista foi suspensa por 30 minutos.
A paralisação atinge ações, BDRs, ETFs, opções referenciadas nesses ativos e também títulos de renda fixa privada. Durante esse período, ordens que não estejam participando de leilão poderão ser canceladas. A bolsa ainda vai comunicar o horário de reabertura.
A B3 também reforçou as regras do mecanismo: se o Ibovespa cair 10%, a negociação é interrompida por 30 minutos. Reaberto o mercado, se a queda chegar a 15%, a interrupção passa a ser de 1 hora. Se atingir 20% de baixa, a B3 pode suspender a negociação por um período a ser definido, com comunicação ao mercado.
Há ainda duas condições importantes: o circuit breaker não é acionado nos últimos 30 minutos do pregão; e, se a interrupção ocorrer na última hora, o encerramento do mercado pode ser prorrogado em até 30 minutos para permitir a reabertura e negociação contínua.
A queda brusca do Ibovespa reflete a decepção do mercado com o resultado do segundo turno ontem, com a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o próximo mandato. A escolha reforça temores com a política fiscal do País.
Histórico
Até hoje, o mecanismo foi acionado em 23 ocasiões e a paralisação de hoje é a 24ª. Em 1997, em meio a crise da Ásia, os negócios foram interrompidos em 7 e 12 de novembro. Um ano depois, 1998, na crise da Rússia, foram cinco interrupção das operações por baixa de 10%, sendo que no dia 10 de setembro o mecanismo foi acionado duas vezes. Outras três paralisações do pregão foram em 21 de agosto e 4 e 17 de setembro. Depois, novas interrupções ocorreram na crise cambial brasileira, em 1999, quando em 13 e 14 de janeiro o circuit breaker voltou a ser acionado. Nesses dois últimos pregões, o Ibovespa bateu mínimas de 5.277 pontos e 5.050 pontos.
Depois de 1999, o mecanismo voltou a ser acionado em 2008, período marcado pela crise do sistema financeiro que se instalou nos Estados Unidos após o pedido de concordata do banco Lehman Brothers. Naquele ano, o pregão da Bovespa foi interrompido seis vezes, sendo a primeira em 29 de setembro e as outras cinco em outubro, no dia 6 (parou duas vezes), depois nos dias 19, 15 e 22. Em 2017, o Circuit Breaker foi acionado após a delação premiada da JBS quase derrubar o governo do então presidente Michel Temer.
Já em 2020, o mecanismo foi ativado seis vezes, nos dias 9, 11, 12, 16 e 18 de março, em um momento de forte volatilidade nos mercados globais por conta das incertezas iniciais envolvendo a pandemia do coronavírus e as medidas extraordinárias que foram adotadas pelos governos globais para conter os efeitos econômicos da doença.
Contato: luisa.laval@Estadão.com; reginam.silva@estadao.com
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