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Líderes evangélicos embarcam em narrativa de perseguição a Flávio após fuga, aponta estudo

30 de outubro de 2026, às 15:40

Por Geovani Bucci

São Paulo, 30/10/2026 – Lideranças evangélicas embarcaram na narrativa de perseguição política contra Flávio Bolsonaro (PL) após a fuga do candidato derrotado à Presidência para os Estados Unidos, aponta levantamento da Casa Galileia e do Instituto Democracia em Xeque.

Segundo o estudo, fotos da família Bolsonaro passaram a circular nas redes sociais com pedidos de oração, enquanto medidas judiciais foram apresentadas como instrumentos de perseguição. O monitoramento acompanha 573 perfis em cinco plataformas. As reações à fuga integram uma seção sobre temas posteriores à votação de domingo, 25.

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou em vídeo que Flávio havia buscado asilo político e comparou o caso à prisão de envolvidos nos atos golpistas de 8 de janeiro. O senador eleito Deltan Dallagnol (Novo-PR) descreveu uma suposta operação secreta, alinhada ao governo Donald Trump, para retirar o senador do Brasil.

O senador Magno Malta (PL-ES) apresentou Flávio como um “pai que protege suas filhas” e criticou a ordem de entrega dos passaportes. O pastor Silas Malafaia também endossou a narrativa, segundo o relatório, ao mencionar o contrato da mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) com o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.

A manifestação ocorre apesar das críticas do pastor aos filhos de Jair Bolsonaro, a quem chamou de “imbecis” por conta da divulgação da carta golpista na qual Flávio se declarou o “verdadeiro presidente eleito”. A vitória de Lula foi reconhecida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A entrega dos passaportes foi determinada por Moraes, a pedido da Polícia Federal (PF), no inquérito que apura suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. Conforme apuração do Estadão/Broadcast, a PF encontrou e-mails que citavam o senador como operador de uma conta no exterior vinculada ao advogado e apontou risco de fuga.

Contato: geovani.bucci@estadao.com

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