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Mercado de ETFs ganhou tração no Brasil quando deixou de copiar os EUA, diz gestor do BTG

29 de outubro de 2026, às 15:50

Por Jean Mendes

São Paulo, 29/10/2026 – A demora para o mercado brasileiro de fundos de índice (ETFs, na sigla em inglês) ganhar tração está relacionada à tentativa de replicar o modelo americano, na avaliação de Bruno Henriques, gestor de portfólio do BTG Pactual Asset. Segundo ele, enquanto os Estados Unidos têm um mercado de renda variável mais desenvolvido, o investidor brasileiro tradicionalmente demonstra maior preferência pela renda fixa, em parte devido ao elevado nível de juros no País.

Para Henriques, o mercado local começou a avançar quando os gestores passaram a desenvolver produtos mais alinhados às características e às necessidades dos investidores brasileiros, com maior atenção aos ETFs de renda fixa. Essa adaptação ajudou a ampliar o interesse por esses fundos e a impulsionar o segmento no Brasil.

Nos próximos anos, a tendência é que o mercado avance para além dos ETFs de renda fixa, com produtos e estratégias mais complexos ganhando espaço entre os investidores brasileiros. Na avaliação do gestor, a ampliação do conhecimento sobre esses instrumentos e o aumento da confiança dos investidores devem favorecer a adoção de novas modalidades.

Henriques também vê potencial de crescimento para operações de ETFs focadas em offshore, à medida que os investidores busquem diversificar suas carteiras para além do mercado brasileiro. Outra frente de expansão são os ETFs de ouro, que, segundo ele, vêm registrando forte crescimento no País.

As declarações foram feitas durante o painel “Como operar alavancado com ETFs”, na Copa BTG Trader 2026, realizada nesta quinta-feira, em São Paulo.

Contato: jean.mendes@broadcast.com

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