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29 de outubro de 2026, às 09:05
A Ambev registrou lucro líquido ajustado de R$ 4,3 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 14,3% em relação a igual período do ano passado.
O avanço foi sustentado pela melhora do resultado operacional e pela redução das despesas, que compensaram o aumento dos gastos com imposto de renda. Já o lucro líquido reportado caiu 10,2%, para R$ 4,3 bilhões.
A receita líquida somou R$ 21,5 bilhões, alta de 3,6% na comparação anual e de 7,6% em termos orgânicos. O desempenho foi impulsionado pelo aumento de 6,8% na receita líquida por hectolitro,além do crescimento dos volumes. Todas as operações da companhia apresentaram avanço orgânico de receita no período.
O Ebitda ajustado, por sua vez, atingiu R$ 7,2 bilhões, crescimento reportado de 3% e orgânico de 8,9%. A margem Ebitda ajustada ficou em 33,7%, queda de 0,2 ponto porcentual na comparação reportada, mas expansão de 0,4 ponto em termos orgânicos.
Já o volume consolidado totalizou 42,385 milhões de hectolitros, ligeira queda reportada de 0,1%, mas avanço orgânico de 0,8%. O crescimento foi puxado pelas operações de bebidas não alcoólicas no Brasil (+3,6%), América Central e Caribe (+2,3%) e cerveja no Brasil (+0,5%), que compensaram as retrações no Canadá (-1%) e na América Latina Sul (-1,4%).
“O terceiro trimestre deu continuidade ao progresso alcançado na primeira metade do ano, com a execução consistente de nossa estratégia entregando crescimento nos volumes, na receita líquida e no Ebitda ajustado, junto à expansão de margens”, afirmou o presidente executivo da Ambev, Carlos Lisboa.
Apesar da melhora operacional, os custos continuaram pressionados. O custo dos produtos vendidos por hectolitro, excluindo depreciação, amortização e produtos de marketplace, aumentou 6,5% em termos orgânicos. A companhia destacou, porém, que iniciativas de produtividade e eficiência operacional ajudaram a amenizar as pressões em diferentes mercados.
Caixa e investimentos
A Ambev encerrou setembro com caixa líquido de R$ 19,199 bilhões, crescimento de 13,4% ante os R$ 16,933 bilhões registrados em dezembro de 2025. Por isso, a dívida consolidada recuou de R$ 3,387 bilhões para R$ 2,715 bilhões em igual intervalo.
O resultado financeiro líquido ficou negativo em R$ 312,4 milhões, redução de 71,2% em relação ao resultado negativo de R$ 1,086 bilhão registrado no terceiro trimestre de 2025.
A melhora de R$ 773,6 milhões refletiu, entre outros fatores, o aumento das receitas financeiras e os ganhos cambiais sobre saldos mantidos em moedas estrangeiras, embora a companhia ainda tenha registrado despesas com juros e perdas com instrumentos derivativos.
A geração de caixa operacional também avançou. O fluxo de caixa das atividades operacionais somou R$ 7,678 bilhões, alta de 11% na comparação anual.
Já os investimentos em aquisição de imobilizado e intangíveis totalizaram R$ 1,133 bilhão no trimestre, crescimento de 8,5% ante igual período de 2025.
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