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ABPA: 3ª ocorrência de Newcastle em granja comercial não apresenta sinais clínicos em aves

29 de outubro de 2026, às 08:25

Por Leandro Silveira

São Paulo, 29/10/2026 – A terceira ocorrência de doença de Newcastle em Santa Catarina foi identificada em Nova Erechim durante ações de vigilância sanitária, sem manifestação clínica nas 9.600 aves da propriedade, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Segundo a entidade, o agente identificado apresenta similaridade genética com o PPMV-1, variante associada a pombos, conforme caracterização divulgada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A associação ressaltou que não houve manifestação clínica nas aves das três propriedades envolvidas e destacou que a identificação ocorreu durante o monitoramento sanitário. “A identificação decorre do monitoramento sanitário e das análises laboratoriais”, afirmou a ABPA em nota enviada ao Broadcast Agro.

Apesar da ausência de sinais clínicos, os protocolos de contingência serão integralmente cumpridos, sob orientação do Serviço Veterinário Oficial. Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), o raio de vigilância foi ampliado em aproximadamente 9,5 quilômetros.

Na primeira propriedade, em Nova Itaberaba, as medidas sanitárias foram concluídas e o estabelecimento está em vazio sanitário. Em Coronel Freitas, foram finalizadas a depopulação e o enterrio dos perus, enquanto os trabalhos de limpeza e desinfecção continuam.

A ABPA reforçou que a Doença de Newcastle é uma questão de sanidade animal e que, conforme o Mapa, o consumo de carne de aves e ovos provenientes de estabelecimentos inspecionados permanece seguro. “Newcastle é uma questão de sanidade animal”, destacou a entidade.

No comércio internacional, a associação disse manter interlocução com o Mapa e parceiros comerciais para apoiar o reconhecimento de áreas não afetadas e a continuidade das exportações que atendam às exigências de cada destino. Segundo a ABPA, “a transparência das informações e as condições específicas por produto são fundamentais para reduzir os impactos sobre o abastecimento internacional”.

A entidade também ressaltou a atuação coordenada entre o Mapa, os serviços estaduais de defesa sanitária e o setor produtivo, além do cumprimento dos protocolos estabelecidos.

Contato: leandro.silveira@estadao.com

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