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28 de outubro de 2026, às 15:10
Por Gabriel de Sousa
Brasília, 28/10/2026 – O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, disse que a decisão do governo de federalizar a apuração de casos de violência política após o segundo turno da eleição presidencial é a “resposta do Estado” contra esses crimes. A declaração foi feita em coletiva de imprensa no Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), onde foram anunciados a contabilização de 45 crimes do tipo desde o sábado de véspera da eleição.
“As medidas que estão sendo anunciadas, de federalização, de envolver a Procuradoria-Geral da República, de acionar as corregedorias das polícias e os Ministérios Públicos estaduais e de envolver a Polícia Federal em todos os crimes que hajam crime federal é a resposta de que o Estado brasileiro e a sociedade brasileira diz não a esse tipo de violência”, disse Boulos.
Segundo a secretária de Acesso à Justiça do MJSP, Sheila de Carvalho, a lei brasileira permite a federalização de crimes em que haja grave violação dos direitos humanos.
Boulos declarou também que a decisão de federalizar esses delitos independe da fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), derrotado no segundo turno da eleição presidencial, do Brasil. O ministro declarou ainda que policiais em exercício também cometeram crimes por motivações políticas.
“A gente espera é que esse clima acabe, de violência, agressão, intolerância política, e que isso não aconteça nos próximos dias. Mas, antes de tudo, a gente precisa responder ao que já aconteceu”, disse Boulos.
Contato: gabriel.sousa@estadao.com; gabriel.hirabahasi@estadao.com
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