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28 de outubro de 2026, às 08:30
Por André Marinho e Altamiro Silva Junior
São Paulo, 28/10/2026 – A taxa de inadimplência da carteira de crédito do Santander Brasil fechou o terceiro trimestre de 2026 em 3,4%, considerando o atrasos acima de 90 dias. O indicador subiu 0,1 ponto porcentual na comparação trimestral e 0,6 ponto porcentual ante o mesmo período de 2025.
A variação reflete, segundo o banco, a maior inadimplência em pessoa física, sobretudo em baixa renda e agronegócio, “diante de um cenário econômico ainda desafiador e de elevado endividamento”.
Nos atrasos acima de 90 dias, a inadimplência em pessoas jurídicas ficou em 1,5%, ante 1,4% um ano antes e 1,6% em junho. Em pequenas e médias empresas, o índice fechou em 5%, alta de 0,2 ponto porcentual em 12 meses e um recuo trimestral de 0,3 ponto porcentual, em parte influenciado pelo maior volume de baixa a prejuízo do trimestre anterior decorrente da adoção dos critérios revisados de recuperabilidade, de acordo com o banco. Em grandes empresas, o indicador ficou estável em 0,2%.
Na carteira de crédito de pessoas físicas, os atrasos acima de 90 dias fecharam o trimestre em 5,5%, acima do observado no mesmo período do ano anterior (4,2%) e em junho deste ano (5,1%). Segundo o Santander, o movimento concentrou-se na baixa renda e agronegócio, pelo cenário econômico desafiador e alto nível de endividamento.
A inadimplência de curto prazo, entre 15 e 90 dias, ficou em 3,2%, alta ante 3,1% um ano antes, mas abaixo de 3,3% no fechamento do segundo trimestre. O desempenho, segundo o balanço, reflete maior seletividade na originação e a gestão ativa dos portfólio
Contato: andre.marinho@estadao.com; altamiro.junior@estadao.com
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