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22 de outubro de 2026, às 16:50
Por Gabriel de Sousa
Brasília, 22/10/2026 – A empresa de cibersegurança Elytron negou ter sido paga pelo PL para operar sistemas de inteligência artificial e espalhar desinformações em redes sociais controladas pela Meta. As denúncias foram feitas pelo portal The Intercept Brasil, que diz que a Elytron recebeu R$ 600 mil.
“A Elytron repudia veementemente qualquer tentativa de associar seu nome à disseminação de informações falsas, ao uso de deepfakes ou à realização de operações clandestinas de manipulação da opinião pública. As acusações sem provas publicadas pelo Intercept, nas quais se baseia o pedido de investigação, distorcem gravemente os fatos e criam falsa narrativa. A empresa atua no segmento de segurança cibernética e da informação, com serviços de natureza exclusivamente defensiva, e não oferece, não executa nem autoriza esse tipo de prática para nenhum cliente, nacional ou internacional, incluindo a campanha do senador Flávio Bolsonaro”, declarou a nota da empresa enviada ao Broadcast Político.
De acordo com o portal, a oferta foi feita nos EUA e procurava coletar dados e identificar grupos de eleitores para “executar atividades como disseminar boatos e desinformação, criar contas falsas nas redes sociais e utilizar técnicas de guerra psicológica e métodos de infiltração para desacreditar adversários”.
O suposto pagamento do PL para a Elytron foi um dos argumentos utilizados pela campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para pedir a cassação da chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), além da inelegibilidade dele por oito anos.
Veja a nota completa da Elytron:
“A Elytron repudia veementemente qualquer tentativa de associar seu nome à disseminação de informações falsas, ao uso de deepfakes ou à realização de operações clandestinas de manipulação da opinião pública. As acusações sem provas publicadas pelo Intercept na qual se baseia o pedido de investigação distorcem gravemente os fatos e criam falsa narrativa. A empresa atua no segmento de segurança cibernética e da informação, com serviços de natureza exclusivamente defensiva, e não oferece, não executa nem autoriza esse tipo de prática para nenhum cliente, nacional ou internacional, incluindo a campanha do senador Flávio Bolsonaro.
A empresa não foi contratada pela campanha de Donald Trump, não prestou serviços a ela ou a intermediários a ela vinculados e não autorizou a realização de apresentações comerciais em seu nome para oferecer operações de influência política. Caso seja confirmado que parceiros comerciais ofereceram serviços irregulares em nome da Elytron, sem sua autorização, a empresa adotará as medidas contratuais e judiciais cabíveis para responsabilizar os envolvidos e resguardar sua reputação.
Importante reforçar que Vincent Reed jamais teve qualquer relação com a Elytron Do Brasil, que desconhecia sua atuação.
A Elytron também esclarece que não existe qualquer discrepância nos valores contratados e pagos, como afirma o Intercept.
O contrato inicialmente firmado, no valor de R$ 1 milhão, foi cancelado, sendo posteriormente formalizado um aditivo contratual no valor de R$ 600 mil. A esse montante somam-se os R$ 131,9 mil pagos pelo Partido Liberal (PL), referentes a outra contratação.”
Contato; gabriel.sousa@estadao.com
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