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6 de outubro de 2026, às 09:00
Por Laís Adriana
São Paulo, 06/10/2026 – Autoridades responsáveis pela economia no governo do Japão anunciaram nesta terça-feira sanções contra a Rússia, propuseram uma ampla parceria entre países asiáticos no setor de energia e afirmaram considerar mudar o sistema de sucessão empresarial dentro da revisão de impostos sobre herança, segundo a mídia local.
O ministro da Economia, Comércio e Indústria japonês, Ryosei Akazawa, afirmou que sanções adicionais serão aplicadas contra a Rússia devido a guerra na Ucrânia, incluindo restrições a exportações de bens industriais como plásticos, cobre, turbinas de gás e tungstênio. Em coletiva de imprensa após reunião de gabinete, conforme a Reuters, ele esclareceu que a medida será efetivada por meio de emenda da Ordem de Controle de Exportação Comercial e entrará em vigor a partir do dia 16 de outubro.
Ainda segundo a agência, Akazawa acrescentou que pretende continuar a cooperar com o G7 para resolver o conflito geopolítico no Leste Europeu do modo que for “efetivo e necessário para os interesses nacionais” em busca da paz na Ucrânia.
O Japão também concordou em planos de ação com parceiros asiáticos para ampliar suas reservas de petróleo durante uma reunião da Comunidade Asiática de Emissão Zero, nas Filipinas, afirmou o ministro, de acordo com a Reuters. Autoridades japonesas também se reuniram com a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos para fortalecer a cooperação entre produtores de petróleo e consumidores asiáticos, melhorando a resiliência da cadeia global de energia. Segundo Akazawa, o Japão servirá como “link” entre ambos.
Já a ministra das Finanças, Satsuki Katayama, disse em coletiva de imprensa que o governo japonês considera um sistema de impostos de sucessão de negócios para facilitar o processo de transição de pequenas e médias empresas. A reforma integraria a revisão do imposto sobre herança de ações de capital fechado, segundo o jornal Nikkei.
O rascunho das novas regras pode mudar o método de valorização de ativos e lucratividade, e foi apresentado a um painel de especialistas. Conforme o jornal japonês, a proposta cria preocupações de aumento do custo tributário sobre empresas altamente lucrativas. O governo, contudo, acredita que o projeto reduzirá o peso sobre contribuintes. “É nossa função garantir que a sucessão seja tranquila”, frisou Katayama.
Questionada na coletiva se teria feito “pré-campanha” antes das eleições de 2022 no Japão, a ministra das Finanças negou as alegações. Segundo o jornal Sankei, uma reportagem de jornal local relatou que Katayama participou de evento do PDL vestindo material identificando seu nome e levantou suspeitas de pré-campanha eleitoral – ato proibido pela legislação japonesa. “As críticas não possuem qualquer fundamento”, rebateu ela.
Contato: lais.almeida@estadao.com
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