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JPMorgan rebaixa recomendação do Banco do Brasil para venda e eleva Bradesco para compra

6 de outubro de 2026, às 15:00

Por Cecília Mayrink

São Paulo, 06/10/2026 – O JPMorgan rebaixou a recomendação para as ações do Banco do Brasil para underweight (equivalente à venda), com preço-alvo de R$ 23, o que representa um potencial de queda de 12,64% ante o fechamento de ontem. O banco afirma que uma virada pode levar alguns anos e que vê o papel negociando na faixa de 0,7 vez a 0,8 vez preço/valor patrimonial (P/BV). O JPMorgan incluiu no modelo uma leitura mais difícil para inadimplência do agronegócio a partir de julho e agosto, além de citar que um real mais forte tende a não ajudar e que o risco de El Niño permanece.

Por sua vez, o Bradesco teve a sua recomendação elevada para overweight (equivalente à compra), com preço-alvo de R$ 26, o que implica alta de 19,04% ante o último fechamento. O JPMorgan diz que, embora receitas de seguros tendam a não se beneficiar de juros menores, a discussão sobre gestão de ativos e passivos/”outros resultados abrangentes” e capital tangível perde relevância. O relatório descreve tendências de curto prazo como menos atraentes, mas vê o Bradesco relativamente melhor posicionado do que o Banco do Brasil.

O banco revisou sua cobertura de instituições financeiras após um dia de rali de apetite por risco, quando a maioria das ações subiu entre 15% e 30% ante o fechamento da última sexta-feira, 2, com o EWZ em alta de cerca de 12,5%. Nesse contexto, o banco reduziu a estimativa de custo de capital próprio em torno de 150 pontos-base para praticamente todos os ativos, na faixa de 13% a 15%, em linha com o movimento da curva de juros de 10 anos no Brasil.

O relatório observa ainda que o BB subiu cerca de 20% em dólar desde a sexta-feira, mas ficou atrás de empresas mais ligadas a mercado de capitais, o que sugere menor apetite comprador. O texto também diz que a franquia de depósitos, a alta liquidez e o custo de captação mais baixo tendem a se beneficiar menos de uma Selic menor.

Para o Santander, o JPMorgan manteve a recomendação neutra e não alterou estimativas, afirmando que a unit está cerca de 2% acima do preço implícito da oferta (razão de 0,4056 implicaria cerca de R$ 28,2 por unit, ante cotação em torno de R$ 28,8).

O Itaú Unibanco segue com recomendação de compra e o preço-alvo foi elevado para R$ 60, um potencial de alta de 21,26% ante o fechamento de ontem. O banco diz que Itaú se destaca como franquia de alta qualidade para atravessar incertezas de crédito, cita capital amplo e retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) mais alto ante pares e afirma que, em um cenário mais construtivo, ele seria o banco mais bem posicionado para crescer. O relatório reconhece que a avaliação a cerca de 10 vezes preço/lucro (P/L) de 2027 parece mais exigente, mas lembra que o papel já foi negociado perto de 11 a 12 vezes P/L e que 2,6 vezes P/BV de 2026 representaria desconto de cerca de 30% a 35% ante o BTG.

O JPMorgan também menciona que Itaú tem plataforma relevante de banco de investimento e tende a se beneficiar de maior atividade em mercado de capitais, ainda que tamanho e diversificação impliquem ganhos incrementais mais modestos no lucro por ação (EPS). O texto ainda diz que Itaúsa pode ser uma forma de comprar Itaú Unibanco via desconto no valor patrimonial líquido (NAV).

No bloco de mercado de capitais, o JPMorgan manteve BTG Pactual com recomendação de compra, mas afirma que o papel parece estar ficando mais caro. Ainda assim, diz que a ação segue atrativa por combinar ROE alto e ganhos de participação de mercado em um setor que pode se beneficiar de um ambiente mais favorável para banco de investimento, e manteve preferência relativa por XP.

Na XP, a recomendação é de compra e o preço-alvo foi elevado para US$ 38, potencial de alta de 34,99% ante o último fechamento. O relatório diz que, apesar de forte valorização – alta de 31% em dólar desde a sexta-feira e de 78% desde 15 de agosto -, o múltiplo de cerca de 11 vezes lucros de 2027 ainda é atrativo.

Para a B3, a recomendação é neutra e o preço-alvo subiu de R$ 18,50 para R$ 24,5. O relatório descreve B3 como um dos nomes de maior beta na cobertura e diz que a companhia tende a se beneficiar rapidamente de maior volatilidade, o que levaria a revisões de EPS mais rápidas do que as de pares.

Entre os bancos digitais, o JPMorgan afirma ver boa alta potencial em Nubank e Inter e diz que os dois ficaram atrás do rali e ainda negociam a múltiplos que o banco chama de atraentes, apesar de preocupações com o ciclo de crédito de 2027. Para Nubank, a recomendação é de compra e o preço-alvo foi elevado de US$ 20 para US$ 23, o que implica alta de 51,51% ante o último fechamento. Para o Inter, a recomendação é de compra e o preço-alvo foi elevado para R$ 55.

Contato: cecilia.kuinghttons@estadao.com

Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast.

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