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14 de outubro de 2026, às 22:21
Por Daniel Tozzi
São Paulo, 14/10/2026 – A ex-presidente da Caixa e coordenadora do plano econômico da campanha do presidenciável Flávio Bolsonaro (PL), Daniella Marques, disse nesta quarta-feira, ao comentar sobre emendas parlamentares, que o fato de o Congresso Nacional ter hoje poder de execução do Orçamento não é, por si só, um problema.
Ela reconheceu que é relevante que as emendas ocupem hoje quase R$ 70 bilhões do Orçamento federal, mas que o principal problema é a “falta de finalidade estratégica” na alocação desses valores.
“O problema não é a emenda em si, e sim quando serve para sustentar a própria máquina administrativa das prefeituras, e não com finalidade estratégica. Emenda tem mérito sim. O Congresso ter poder de execução do orçamento, por si só, não é problema”, disse ela em entrevista ao podcast Papo de Elite.
Nesse sentido, ela defendeu que é preciso que não só o Congresso, mas todos os três poderes sejam chamados à discussão para um “pacto de autocontenção” de gastos. Ela destacou, por exemplo, a necessidade de se extinguir férias de 60 dias de servidores públicos e outros privilégios.
Ainda sobre as emendas, a ex-presidente da Caixa pontuou que é preciso que haja “direção estratégica” daquilo que foi “legitimado na urna”.
Contato: daniel.mendes@estadao.com
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