Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Broadcast OTC
Plataforma para negociação de ativos
Broadcast Datafeed
APIs para integração de conteúdos e dados
Broadcast Ticker
Cotações e headlines de notícias
Broadcast Widgets
Componentes para conteúdos e funcionalidades
Broadcast Wallboard
Conteúdos e dados para displays e telas
Broadcast Curadoria
Curadoria de conteúdos noticiosos
Plataformas Broadcast
Soluções de Dados e Conteúdos
Soluções de Tecnologia
Recursos teriam aval de bancos privados. Lula proibiu Tesouro, BB e Caixa de entrarem na operação
13 de agosto de 2026
Para evitar a liquidação extrajudicial do Banco de Brasília (BRB) e garantir um acordo de socorro dos maiores bancos do País, será necessário fechar dois pontos ainda pendentes, segundo integrantes do governo. Um deles é o Supremo Tribunal Federal (STF) dar garantia às instituições de que, em caso de default, possam sacar recursos dos Fundos de Participação do Estado (FPE), do Município (FPM) e o Constitucional do Distrito Federal (FCDF). O outro é o BRB detalhar para o consórcio de bancos qual o seu plano de negócios com a injeção de R$ 6,6 bilhões que solicitou para continuar em operação.
“Este é o único acordo possível. Não tem outro acordo”, considerou uma fonte à Broadcast. Os recursos para o BRB seriam do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) com o aval dos maiores bancos do País. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já proibiu o Tesouro Nacional, a Caixa e o Banco do Brasil de socorrer o BRB. O acordo seria a operação mais viável, de acordo com esse interlocutor do governo, porque não haveria perdas para o FGC e, naturalmente para o setor bancário, caso o BC fosse obrigado a tirar a instituição do mercado, com seu prejuízo sendo arcado pelo Fundo.
Os temas deverão ser discutidos nesta quinta-feira, 13, durante uma nova audiência de conciliação prevista para ocorrer com as partes envolvidas. Na primeira, realizada em maio, foi fechado um acordo com o STF, o Banco Central, o Ministério da Fazenda, o Governo do Distrito Federal (GDF), o BRB e o FGC de tentativa de salvamento da instituição distrital. Para diferentes observadores do caso, dificilmente a reunião de hoje apresentará avanços. Há a expectativa de alguns atores, porém, de que o “olho no olho” possa servir ao menos para aparar arestas.
O acordo prevê que os recursos sejam repassados para o GDF, controlador do BRB, que deve fazer uma capitalização de equity na instituição. Caso as finanças do banco sigam sem saúde, a garantia concedida viria dos fundos (FPM, FPE e FCDF). O consórcio, porém, teme obstáculos jurídicos nesse aval, conforme revelou a Broadcast no começo de junho.
As incertezas continuam, segundo depoimentos de representantes dos bancos ao governo federal, que se mantém afastado das negociações em si. A preocupação é a de os bancos entrarem nessa “aventura” e, diante de um hipotético problema de shutdown no DF, a Justiça acabar retirando a obrigatoriedade do uso de recursos dos fundos constitucionais para manter o GDF viável. “O tema tem que ser resolvido”, comentou a fonte.
A avaliação é a de que o BRB é considerado “um bom banco”, mas que acabou se envolvendo em negócios escusos com o Banco Master. Para além das garantias, os socorristas querem saber o que o BRB fará exatamente com o aporte de R$ 6,6 bilhões. Um plano foi apresentado no final do mês passado pela instituição do DF, mas não convenceu o consórcio, conforme apurou a Broadcast.
Isso porque há também o temor, entre outros pontos, de que, após conceder o financiamento, se descubra que as operações do BRB necessitem ainda de mais recursos. Segundo a fonte do governo, se o Banco de Brasília está mesmo interessado nesse aporte, como tem demonstrado nas reuniões até aqui, deveria detalhar melhor seu plano de negócios.
A reportagem registrou que, para o BRB, esses recursos precisam entrar no caixa do banco até o final deste mês. Ocorre que, desde setembro do ano passado, o banco público não vem divulgando seus balanços, como determina o BC. A instituição tem preferido pagar as multas determinadas pelo regulador, que passou a acompanhar a contabilidade da instituição diariamente.
Transparência
Procurado, o BRB disse que os dados necessários para a análise da operação de capitalização vêm sendo disponibilizados às instituições responsáveis pela avaliação da proposta, observados os ritos próprios do processo. Tanto o Banco Central quanto o FGC, segundo a instituição, possuem acesso às informações requeridas no âmbito das discussões sobre a solução de capitalização, por meio do plano de capital e do plano de negócios.
O BRB também reforçou que as demonstrações financeiras de 2025 serão divulgadas após a conclusão do processo de capitalização. “O cronograma foi impactado pelas medidas adotadas pela atual administração para reforçar a governança, aprofundar os processos de auditoria e assegurar total transparência na apresentação das informações financeiras da instituição.”
Uma federalização do BRB segue como “totalmente descartada” pelo governo e a privatização também é vista como um problema por causa da previsão da Lei Orgânica do DF. Se isso fosse feito atualmente no governo de Celina Leão, por exemplo, poderia, ser questionada pelas lideranças do DF ou de um possível novo governador, colocando a operação em xeque.
Veja também