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TSE avalia proibir, definitivamente, uso de deepfake na campanha eleitoral

Debate surgiu port ação movida pelo PT por vídeo de Jair Bolsonaro na convenção do PL

12 de agosto de 2026

Lavínia Kaucz

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) avalia a possibilidade de banir, de forma definitiva, o uso de deepfake na campanha eleitoral. Os ministros devem se reunir nesta quarta-feira, 12, para discutir o tema antes de julgar no plenário a ação do PT que questiona a apresentação de um vídeo do ex-presidente Jair Bolsonaro criado por inteligência artificial (IA) na convenção do PL.

Segundo apurou o Broadcast Político, a intenção do presidente da Corte, Kássio Nunes Marques, é pautar o tema para a sessão desta quinta-feira ou para a próxima semana. Ele é relator do caso. O julgamento deve servir de jurisprudência sobre o uso de IA pelas campanhas para orientar a atuação de todos os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).

As resoluções para o pleito de 2026 aprovadas em março pela Corte proíbem o uso de deepfake para prejudicar ou favorecer candidatura, sob pena de cassação. A leitura de uma parte dos ministros do TSE é que a manipulação de imagens e vídeos para correções pontuais na imagem e voz de candidatos também deve ser proibida.

A avaliação é a de que, se o TSE optar por uma proibição ampla, também se protege de uma judicialização excessiva. Uma norma com mais nuances poderia obrigar o Tribunal a decidir sobre centenas de conteúdos, caso a caso.

Ao defender o vídeo com IA exibido na convenção do PL, a advogada da campanha de Flávio Bolsonaro, Maria Cláudia Bucchianeri, defendeu que o caso não se enquadra como ilícito eleitoral porque o conteúdo foi rotulado como IA e não havia potencial de enganar o leitor.

“O elemento juridicamente decisivo deve ser a capacidade concreta de enganar, falsificar acontecimentos”, sustentou a defesa. “No caso, o aviso inicial neutralizou a possibilidade de confusão sobre a materialidade do vídeo”.

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