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Segundo especialistas, sucesso conservador na região se deve à globalização de cartéis criminosos do continente
25 de junho de 2026
Por Darlan de Azevedo
A eleição de Abelardo de la Espriella para a presidência da Colômbia e de Keiko Fujimori no Peru marcam mais um capítulo da guinada política que vem aproximando partes da América Latina do estilo e das prioridades do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Junto deles, governos em Argentina, Chile, El Salvador, Equador, Bolívia, Costa Rica, Honduras, Paraguai e República Dominicana integram o cinturão da direita na região.
Os líderes do Caribe aos Andes chegam ao poder com uma agenda linha dura na segurança combinada com uma economia pró-mercado. A aliança ideológica com o governo Trump tem gerado parcerias em medidas anti-imigração e ações conjuntas de combate ao narcotráfico.
A vitória na Colômbia, particularmente, movimentou a região. O próprio Trump endossou a vitória, assim como os presidentes da Argentina, Javier Milei, e do Chile, Antonio Kast. No Brasil, o candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e aliados comemoraram a vitória de la Espriella. Para analistas da Eurasia, a vitória do colombiano aprofunda o avanço da direita na região.
A Fitch prevê que o novo governo da Colômbia terá impacto significativo sobre as políticas econômicas e as perspectivas do país. “O próximo presidente enfrentará o desafio de lidar com o amplo desequilíbrio fiscal colombiano. O déficit do governo central foi de 6,4% do PIB em 2025, ou de 7,8%”, diz a agência de classificação de risco.
O sucesso conservador na região, dizem especialistas, se deve à desilusão dos eleitores com a direita tradicional e à globalização de cartéis criminosos do continente. O primeiro caso-modelo foi a eleição do presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
As exceções até o momento são os dois maiores países da América Latina, Brasil e México, que continuam sob governos progressistas, embora ambos os presidentes mantenham relações com os Estados Unidos. No caso brasileiro, Trump repostou na Truth Social ontem um artigo que apontava as eleições como o próximo teste para sua influência.
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