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Sindiveg: área tratada com defensivos agrícolas no Brasil aumenta 7,6% em 2025

18 de maio de 2026

Por Julia Maciel

São Paulo, 18/05/2026 – O uso de defensivos agrícolas nas lavouras do Brasil registrou em 2025 um aumento de 7,6% na Área Potencial Tratada (PAT), que considera a quantidade de aplicações e o número de produtos utilizados, representando cerca de 2,6 bilhões de hectares protegidos. Os dados constam em levantamento da Kynetec Brasil realizado a pedido do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para a Defesa Vegetal (Sindiveg).

Em nota, o Sindiveg afirmou que 2025 foi marcado por um primeiro semestre com condições climáticas adversas e retração de preços, seguido por recuperação na segunda metade do ano. A retomada foi sustentada pela ampliação de área e valorização de insumos como o glifosato.

A soja permaneceu como o principal cultivo, representando 55% de toda a área tratada no País. O milho cresceu em representatividade, passando de 16% para 18%, em virtude da expansão de área e da pressão de ocorrência de lagartas e sugadores. O algodão manteve 7% de participação em relação à área tratada no ano anterior.

No recorte regional, o sindicato informou que o uso das tecnologias teve maior concentração em Mato Grosso e Rondônia, com 33% do total nacional. Na sequência, destacam-se a região que a entidade apontou como “Bamatopipa”, que contempla regiões específicas dos Estados da Bahia, Maranhão, Tocantins, Piauí e Pará, com 18%, o eixo composto por São Paulo e Minas Gerais, com 13%, e os Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que registraram 11% da abrangência.

Com base na totalidade de volume, o Sindiveg disse que os herbicidas representaram 46% do consumo, seguidos pelos inseticidas e fungicidas, ambos com 26%. Quanto à distribuição por área tratada, os inseticidas apareceram com 30% da cobertura, à frente de herbicidas (22%) e fungicidas (18%).

O segmento de tratamento de sementes respondeu por 7% da área protegida. Adjuvantes e reguladores de crescimento representaram os 22% restantes.

Contato: julia.maciel@estadão.com

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