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Moro acusa TSE e ‘amigos de Lula’ de interferir nas eleições do Paraná

21 de setembro de 2026

Por Maria Magnabosco, especial para a Broadcast

Florianópolis, 21/09/2026 – O candidato ao governo do Paraná Sergio Moro (PL) acusou nesta segunda-feira, 21, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de “interferir nas eleições do Paraná” após decisão liminar que suspendeu os atos de campanha de Deltan Dallagnol (Novo), candidato ao Senado que integra sua chapa.

Durante caminhada na Cidade Industrial de Curitiba (CIC), Moro classificou a decisão como uma “nova perseguição política do Lula” e voltou a criticar a suspensão da campanha de Dallagnol.

Moro também criticou o governador Ratinho Junior (PSD) e o candidato do PSD ao governo, Sandro Alex, por não terem se manifestado sobre a decisão. “Não ouvi uma palavra do governador nem de seu candidato. Esse silêncio é revelador. Todo o Paraná sabe de que lado estão a verdade, a justiça e a coragem nesta eleição”, declarou.

Além de Moro, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também se manifestou em apoio a Dallagnol. “Força, Deltan. Impeachment de ministro violador de lei já!”, escreveu nas redes sociais.

Campanha suspensa

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou no sábado, 19, a suspensão dos atos de campanha de Dallagnol. A liminar impede o candidato de realizar atos eleitorais, participar de debates, veicular propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e receber ou utilizar recursos públicos de campanha enquanto o tribunal analisa o recurso contra seu registro.

A medida é provisória e não cancelou, até o momento, o registro da candidatura nem retirou o nome de Dallagnol da urna. O pedido que levou à liminar foi apresentado pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que reúne PT, PCdoB e PV.

Na semana passada, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) havia deferido, por 4 votos a 3, o registro de Dallagnol. Ao conceder a liminar, Floriano apontou indícios de que a decisão regional contrariou entendimento anterior do próprio TSE sobre a situação jurídica do ex-procurador.

Dallagnol informou que recorrerá da decisão.

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