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Metais: cobre fecha em baixa, pressionado por perspectivas de Fed mais restritivo e dólar forte

23 de setembro de 2026

Por Matheus Andrade, especial para o Broadcast

São Paulo, 23/09/2026 – Os contratos futuros de cobre fecharam em baixa hoje, seguindo a divulgação de indicadores mais fortes que o esperado da economia americana e uma elevação nos preços do petróleo, ambos movimentos que reforçaram as perspectivas para uma política mais restritiva pelo Federal Reserve (Fed). Um dos efeitos deste cenário foi uma alta no dólar, que torna a commodity mais cara para detentores de outras divisas. Por sua vez, elementos internos do mercado do metal deverão ser decisivos para os preços nas próximas sessões.

Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para dezembro encerrou em baixa de 1,21%, a US$ 6,7535 a libra-peso. Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses recuava 0,94%, a US$ 14.617,95, por volta das 14h00 (de Brasília).

Os preços testaram a faixa de US$ 14.800, nível em torno do qual teve início a acentuada liquidação de posições ocorrida no início deste mês, aponta a Sucden Financial. “Acreditamos que as próximas sessões serão fundamentais para definir a direção: a persistente incapacidade de romper esse nível pode estimular a realização de lucros, enquanto um rompimento sustentado de US$ 14.800 poderia desencadear novas compras impulsionadas pela tendência, juntamente com o fechamento de posições vendidas”, projeta.

Paralelamente, os indicadores fundamentais – incluindo a renovada escassez de oferta para prazos mais curtos e o fortalecimento da arbitragem entre a Comex e a LME – continuam justificando os preços elevados, pontua.

“Em nossa visão, os fundamentos continuam estabelecendo um piso para os preços, enquanto os fluxos determinam, cada vez mais, a extensão e a velocidade da valorização do cobre acima desse patamar. Mesmo que a resistência em torno de US$ 14.800 provoque uma correção, interpretaremos isso, no momento, como um reajuste técnico, e não como o início de uma reversão de tendência mais ampla, visto que o suporte em torno de US$ 14.000 ainda parece sólido”, conclui.

Entre outros metais negociados na LME, no horário citado, o alumínio tinha baixa de 0,46%, a US$ 3.249,00 a tonelada. O chumbo recuava 0,80%, a US$ 1.922,00 a tonelada. O níquel tinha queda de 0,71%, a US$ 16.435,00 a tonelada. O estanho recuava 0,51%, a US$ 54.195,30. O zinco tinha queda de 1,87%, a US$ 3.863,79 a tonelada.

Contato: Matheus.andrade@Estadao.com

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