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22 de setembro de 2026
Por Wilian Miron
São Paulo, 22/09/2026 – A maioria dos recém-formados no ensino superior têm emprego fixo, aponta a quinta edição do Indicador Abmes/Symplicity de Empregabilidade (Iase), divulgada hoje pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes).
De acordo com o levantamento, aproximadamente 15 meses após a formatura, 85,2% dos egressos do ensino superior estão trabalhando, enquanto 67,2% atuam na área em que se formaram, aponta. O levantamento ouviu 10.317 egressos de 99 instituições de ensino superior de todo o País.
A pesquisa mostra ainda que, entre os participantes que informaram a renda nos dois momentos, o valor médio declarado passou de R$ 3.129 na época da matrícula para R$ 5.693 após a conclusão do curso, uma alta nominal de 81,9%. Na série histórica do Iase, a taxa de empregabilidade avançou de 68,6% em 2022 para 85,2% em 2026. O indicador, porém, ficou praticamente estável ante 2025, quando havia registrado 85,5%. A comparação considera amostras diferentes em cada edição.
A proporção de formados trabalhando na área de formação também aumentou, de 65,8% em 2025 para 67,2% neste ano. Durante a graduação, 25,1% dos entrevistados que informaram sua situação profissional já trabalhavam na área em que estavam se qualificando. Após a conclusão do curso, esse porcentual chegou a 67,6%. Outros 9,4% disseram atuar em outro segmento por escolha própria, enquanto 8,6% trabalham fora da área por falta de oportunidade.
O levantamento identificou ainda uma associação entre o apoio à carreira oferecido pelas instituições e a atuação profissional dos egressos. Entre aqueles que consideraram esse apoio muito relevante ou essencial, 78% trabalham na área de formação, ante 58,2% entre os que receberam pouco ou nenhum apoio. A diferença é de 19,8 pontos porcentuais.
Por área de formação, Medicina apresentou a maior taxa de empregabilidade, de 95,3%, seguida por Engenharia, Produção e Construção, com 89,4%, e Negócios e Administração, com 86%. Entre as demais áreas, Agricultura, Silvicultura, Pesca e Veterinária registrou 85,6%; Saúde e Bem-Estar, 85,1%; Ciências Sociais, Comunicação e Informação, 84,5%; Direito, 83,9%; e Computação e TIC, 83,2%. Na renda média, Medicina também aparece à frente, com R$ 11.071, seguida por Engenharia, Produção e Construção, com R$ 6.639.
O Iase também encontrou diferenças por gênero e raça/cor. A renda média foi de R$ 6.580 entre homens e R$ 4.706 entre mulheres, enquanto as taxas de empregabilidade foram de 87,4% e 84%, respectivamente. Entre os três grupos raciais com maior presença na amostra, a renda média foi de R$ 5.792 para brancos, R$ 5.006 para pardos e R$ 4.710 para pretos. O levantamento ressalta que os dados, isoladamente, não permitem estabelecer as causas dessas diferenças.
Na comparação entre modalidades, a empregabilidade foi de 86,6% entre egressos de cursos presenciais e de 79,7% entre formados em cursos a distância. A renda média, contudo, ficou próxima: R$ 5.444 no presencial e R$ 5.776 na modalidade de Ensino a Distância (EaD). Segundo a pesquisa, os resultados refletem também diferenças no perfil dos participantes: 69,6% dos egressos da EaD têm mais de 30 anos, ante 26% no ensino presencial.
O Iase 2026 considera egressos formados entre julho de 2024 e junho de 2025. As pesquisas foram realizadas entre 1º de março e 30 de maio de 2026. A participação foi voluntária e por instituição, e a amostra não é probabilística, de modo que os resultados não devem ser generalizados diretamente para todos os egressos do ensino superior do País.
Contato: wilian.miron@estadao.com
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